Sexta-feira, 24 de Março de 2006

Mação é uma vila da região do pinhal.

Mação é uma vila Portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, região Centro e subregião do Pinhal Interior Sul, com cerca de 2 300 habitantes.



É sede de um município com 400,83 km² de área e 8 442 habitantes (2001), subdividido em 8 freguesias.

O município é limitado a nordeste pelo município de Proença-a-Nova, a leste por Vila Velha de Ródão e Nisa, a sul pelo Gavião, a sudoeste por Abrantes, a oeste pelo Sardoal e por Vila de Rei e a noroeste pela Sertã.



População do concelho de Mação (1801 – 2004)


1801 1849 .1900 ..1930 ...1960 ..1981 .1991 .2001 .2004


1724 6823 15525 18806 19045 12234 10060 8442 7763




Mação era nos começos da nacionalidade, um pequeno lugar que pertenceu até ao 1º quartel do séc. 14, ao termo de Belver na Ordem de Malta. O 1º foral de independente, foi-lhe dado pela Rainha Santa Isabel. Toda a área do concelho de Mação constitui riquíssima zona paleontológica e arqueológica. Em todas as suas freguesias se encontram fósseis, o que mereceu larga referência a Nery Delgado ( Système Sillurique du Portugal; Étude de Stratigraphie Paléontologique ). No campo da arqueologia, a riqueza do concelho é sobretudo da época Romana como o balneário romano em Ortiga. O mais célebre de todos os achados, foi o tesouro da Idade do Bronze do Porto do Concelho em 06.03.1943, que se compunha de 42 peças (foices, lanças, machados, espadas, punhais, braceletes, etc.). Notável também, o achado, em Março de 1944, em Casal da Barba Pouca (freguesia de Penhascoso), da célebre albarda de sílex a maior da Península. Merecem ainda referência, os Castros de Amêndoa ( Idade do Ferro ), Castelo Velho de Caratão ( Idade do Bronze ), as estações de Vale do Junco e Vale do Grou ( Romanas ). Recentemente nas margens da Ribeira de Ocreza no âmbito do acompanhamento das obras de construção da SCUT da Beira interior foram descobertos painéis de Arte Rupestre, de diferentes épocas incluindo o primeiro achado de arte paleolítica de ar livre no sul de Portugal onde até ao momento apenas se conhecia arte parietal na gruta do Escoural. Trata-se de uma representação de equídeo (cavalo) figurado em perfil absoluto. Com um vasto leque de alternativas para os potenciais investidores o concelho de Mação possui condições maravilhosas para atrair um segmento de turistas cada vez mais preocupados em sair dos grande centros de exploração económica do turismo. A calma e a riqueza das águas do Tejo e da Ribeira de Eiras sobre a Barragem em Ortiga, fazem o paraíso dos desportos náuticos, como o Ski, Vela e Windsurf. O concelho convida à prática de um turismo rural, saudável onde os desportos radicais como o montanhismo, asa delta, btt, e todo- o- terreno ocupam lugar de destaque. A sua paisagem varia entre a beleza das montanhas com cascatas que terminam em pequenas e acolhedoras piscinas naturais, rochedos implantados na crosta maciça das serras ,à semelhança de castelos medievais, beneficiando de toda a pureza de um ar montanhês e o refrescante encanto das enormes albufeiras onde tudo é possível e desejável, com água a perder de vista – Barragem de Ortiga e Barragem da Pracana. Mação conta ainda com apreciável riqueza das águas mineromedicinais: Sulfúreas – Sódicas ( Fadagosa de Mação ) e na freguesia de Envendos (Lugar de Ladeira),um grande caudal denominado Águas Quentes. Quanto ao nível gastronómico, de entre os diversos e apreciados pratos tradicionais, salienta-se os enchidos e o presunto fazendo as delícias dos apreciadores mais exigentes, de notar que o concelho de Mação produz cerca de 70% do presunto nacional. É assim o concelho de Mação, onde o único limite para o investimento é imaginação.



Actividades Económicas



As actividades económicas estão repartidas entre os três sectores tendo-se verificando na última década uma perda muito significativa de população do sector primário, para os sectores secundário e terciário. Em muitas aldeias a vida ainda se processa em torno de actividades tradicionais como a agricultura e a pecuária porém, o concelho tem visto o florescimento de algumas indústrias como a dos enchidos e transformação de carnes que têm desempenhado um papel de relevo e projecção na economia do Concelho. A construção civil, a indústria de velas e artigos em cera e a indústria de serração de madeiras têm visto também algum desenvolvimento.



Património Cultural e Monumentos Históricos



O Concelho de Mação é bastante rico em vestígios arqueológicos que se encontram espalhados um pouco por toda a região. Achados do Paleolítico foram encontrados sobretudo junto à Ribeira das Boas Eiras, mas recentemente foram descobertas algumas gravuras rupestres junto à Ribeira da Ocreza, entre elas a representação de um equídeo (cavalo), o primeiro achado de arte paleolítica ao ar livre no sul de Portugal, que segundo os especialistas terá mais de 20.000 anos. Das inúmeras antas existentes no Concelho, apenas uma se encontra de pé, a Anta da Foz do Rio Frio, na freguesia da Ortiga. Dois castros no Concelho merecem uma visita: O Castelo Velho do Caratão, da Idade do Bronze, situado numa serra entre as ribeiras de Eiras, do Aziral e do Caratão, próximo da aldeia que lhe dá o nome, e o Castro de São Miguel, da Idade do Ferro, situado na Serra de S. Miguel na Amêndoa, ambos monumentos classificados. Do período romano podem ser visitadas as várias pontes que se espalham um pouco por todo o Concelho, entre elas a Ponte da Ladeira (Envendos), a maior, com seis arcos de volta perfeita e proporções diferentes, a Ponte da Isna, apenas com três arcos, e o Balneário Romano do Vale do Junco (Ortiga), também estes monumentos classificados.



Artesanato



As actividades artesanais no Concelho de Mação continuam a ser perpetuadas pelas mãos de hábeis artesãos. Assim, um pouco por toda a nossa região podemos encontrar trabalhos em olaria como em latoaria (Mação), as albardas e correias do albardeiro (Mação), os trabalhos em esparto e arame, as rendas e bordados (Mação), a tecelagem em fios de algodão, lã e linho (Cardigos e Envendos), as mantas tecidas em teares manuais (Ortiga), os brinquedos de madeira (Aboboreira) e a manufactura de barcos e redes de pesca (Ortiga).




Gastronomia



A gastronomia do Concelho é bastante variada. Como entradas, nada melhor que provar as azeitonas, o presunto, enchidos frios e o queijo de cabra e de ovelha, todos produtos locais de grande qualidade. Os pratos de carne incluem o cabrito assado em forno a lenha à moda de Mação, o feijão de matança e o bucho recheado. Contemplando a estreita relação com o rio temos o arroz de lampreia, o sável na telha, o achigã grelhado, a sopa à pescador e o ensopado de saboga e o ensopado de enguia , que se podem encontrar em restaurantes da especialidade na zona da barragem de Ortiga. Como acompanhamentos nada melhor que migas e um bom vinho. No que respeita à doçaria não devem ser esquecidas as tijeladas de Cardigos, o mel, o bolo dos santos, o bolo finto e as fofas de Mação (cavacas) e os torrados.



Feiras e Festividades Durante todo o ano ocorrem em Mação várias festas e feiras. As principais feiras no Concelho são a Feira dos Ramos, que ocorre sempre no Domingo de Ramos, a Feira dos Santos, uma feira bicentenária e com muita tradição, sempre a 1 ou 2 de Novembro e a Feira de Artesanato e Gastronomia, no 1º e 2º fim-de-semana de Julho. Durante todo o Verão decorrem dezenas de festas organizadas pelas associações e colectividades de cada vila ou aldeias, as quais são sempre animadas pelos conjuntos de baile e pelos comes e bebes. A Festa de Santa Maria é a maior e mais importante e ocorre, na sede, sempre no 1º fim-de-semana de Setembro em Mação. A festa religiosa que acolhe um maior número de fieis é a do Senhor dos Passos, em meados de Quaresma, em Mação.



Personalidades do Concelho de Mação De entre as figuras ilustres do Concelho de Mação destacam-se alguns nomes, entre eles o Padre António Pereira de Figueiredo (1725-1797), sacerdote oratoriano e grande pedagogo que se dedicou ao estudo de Filosofia, Teologia, História e Latim. Foi um colaborador próximo do Marquês de Pombal e levou a cabo algumas acções diplomáticas na Europa. Traduziu a Bíblia e escreveu dezenas de obras que percorreram as mais diversificadas áreas do conhecimento. A vida e obra de Francisco Serrano (1862-1941) marcou também a história do concelho e dele ficaram memórias da sua vida de etnógrafo, músico, escritor e jornalista. Foi a primeira pessoa a sistematizar a recolha de elementos históricos, etnográficos e sociais sobre o concelho de Mação. Foi ainda dinamizador, músico, regente e compositor da Sociedade Filarmónica União Maçaense. Como resultado de muitos anos de vida dedicada ao concelho ficaram algumas obras, entre elas, Romances e Canções Populares da Minha Terra, Elementos Históricos e Etnográficos de Mação e Viagem à Roda de Mação, recentemente editadas pela Câmara Municipal de Mação.



As freguesias de Mação são as seguintes:



Aboboreira


Amêndoa


Cardigos


Carvoeiro


Envendos


Mação


Ortiga


Penhascoso

publicado por Bocas-Verdes às 13:03
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Quarta-feira, 1 de Março de 2006

Freguesias e Concelhos de Portugal

Concelhos e Freguesias são hoje a base da estrutura administrativa Portuguesa. O seu conjunto forma o mosaico em que o país, se encontra dividido, mas, mais do que isso, a sua análise individual permite uma visão nítida de como dentro destes cerca de 90 mil quilómetros quadrados há tanta diversidade, tanto contraste, tanta diferença. Geografia cultural, história, fazem de cada concelho e de cada freguesia uma entidade diferente da sua vizinha. Aquele pedaço de terra que cada natural ou habitante chama de seu.

Deviamos Aguardar o que sobre cada terra escreveu a ilustre História das Freguesias e Concelhos de Portugal.

Os monumentos, as lendas, as figuras mais ilustres e menos de pequenas localidades, sem esquecer o passado em erudição, dar nota também das realidades tão diferentes como as mais importantes festas locais, colectividades de pequenas terras mas com projecção nacional ou internacional, ainda, a incontornável gastronomia (um dos aspectos em que mais patente fica como o país é rico e diversificado).
Num tempo em que a vida levou a maioria dos portugueses a fixar-se nos grandes centros urbanos, quem é que não tem hoje as suas raízes numa pequena freguesia ou aldeia, da qual muitos apenas conhecem o nome e outros chamam com afeção A TERRA?
publicado por Bocas-Verdes às 16:25
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"Bocas-Verdes" de Mação - Março 2006

publicado por Bocas-Verdes às 15:24
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