Terça-feira, 25 de Abril de 2006

O 25 de Abril 1974

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Passam 32 anos desde o dia em que, aos microfones do Rádio Clube Português, Joaquim Furtado leu o primeiro comunicado do MFA. «Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas portuguesas apelam a todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas, no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas (...)».
O país acorda com a Revolução, já com os centros militares nevrálgicos do país estarem sob o comando dos capitães de Abril. A partir da tomada do Quartel General da Região Militar Norte pelos revoltosos, às 3h30, as comunicações sucedem-se. Pelas 5 da manhã, Silva Pais, director-geral da PIDE, telefona a Marcello Caetano: - «Senhor Presidente, a Revolução está na rua!» zzz1.bmp
E desde essa tarde de 25 de Abril, depois da rendição do Presidente do Conselho no Quartel do Carmo, a revolução nas ruas mudou o país.
publicado por Bocas-Verdes às 02:28
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006

Fogos

O José Gomes Ferreira da SIC escreveu há tempos um texto sobre a indústria dos incêndios onde lançava várias perguntas as quais merecem obviamente uma resposta. O texto está on-line aqui. O artigo de opinião é extenso e, por isso, vou só centrar-me nas perguntas mais pertinentes. O artigo é bem intencionado, mas peca em vários aspectos por estar desfasado da realidade ou por dar eco a ideias populares mal fundamentadas.

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

R- Porque Portugal durante muito tempo não teve recursos para comprar meios aéreos próprios para o combate aos incêndios. Ao contrário de outros países que foram adquirindo esse tipo de aparelhos, Portugal nunca fez isso. Nos últimos anos, no entanto, podia ter feito essa aquisição, mas a questão tem vindo a ser adiada e mesmo agora continua em estudo em relação ao tipo de modelo a comprar. No entanto, parece-me óbvio que vamos continuar a ter no futuro uma componente alugada e outra de meios próprios. Portanto, os meios alugados nunca vão desaparecer.

2 - Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

R- Concerteza que essas alegações foram investigadas em muitos casos. Podemos é não ter conhecimento das conclusões. Mas obviamente que é estranho existirem com alguma frequência relatos sobre a passagem de aviões e de pára-quedas incendiários. O uso de tais meios para provocar incêndios denota obviamente organização e o acesso a meios pouco acessíveis ao incendiário comum.

3- Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Canadair?

R- Em primeiro lugar, ainda está por definir quantos aviões anfíbios vamos precisar a nível de meios fixos e que tipo de aparelho será. Agora o discurso em torno dos submarinos não tem nada a ver para o caso. Parece-me aquele tipo de discurso pacifista de que dois submarinos dão para fazer um hospital e uma série de escolas e etc… São investimentos na defesa que podem ser obviamente polémicos, mas misturar isso com outras áreas não é muito correcto. A Marinha deve continuar a ter submarinos, assim como a Protecção Civil deve ter os ditos aviões. São questões completamente diferentes e não é por comprarmos submarinos que vamos deixar de ter dinheiro para comprar aviões.

4- Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

R- Porque simplesmente os pilotos da força aérea não são formados para combater incêndios, mas sim para outro tipo de missões de carácter militar. Para combater incêndios devem ter uma formação específica nessa área. Em tempos alguns pilotos de Hércules chegaram a ter essa formação e experiência, mas tudo isso se perdeu quando no governo de António Guterres mandaram desactivar os kits que os aviões tinham para combate a incêndios. Portanto, neste momento, a força aérea não tem pilotos habilitados para esse tipo de missões.

5- Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

R- Calculo que os helicópteros referidos sejam os aparelhos destinados ao exército. É óbvio que os aparelhos para o exército não são para combater fogos (nem isso acontece em nenhum país que tenha aviação no exército), mas sim para outro tipo de missões ligadas ao meio militar. Além disso, os pilotos do exército não possuem formação de pilotagem para o combate de incêndios nem vejo que isso faça grande sentido no caso em questão. Os helicópteros para combate a incêndios devem estar ligados à protecção civil e aos bombeiros e os seus pilotos devem estar treinados para esse tipo de funções. Portanto, mais uma vez há que ter noção de que é aparelhos para uso militar e para uso civil. É claro que isto não significa que não deva existir cooperação com a força aérea. Acho que deve existir, mas não nos moldes que o José Gomes Ferreira sugere.

É claro que o jornalista José Gomes Ferreira tem todo o direito à sua opinião e a lançar este tipo de perguntas. Mas há no seu discurso uma insinuação contra as empresas que alugam os meios aéreos. Há mesmo uma espécie de suspeição de que estas empresas têm interesse de que o país arda, pois assim o negócio corre-lhes bem. Acho esta suspeição de mau gosto, embora não tenha nenhuma empresa dessas nem conheça ninguém desse meio.

Na parte final do artigo o José Gomes Ferreira deixa uma série de sugestões


1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

R- Este tipo de proposta está um pouco desfasada da realidade. O estado português deve evoluir para um sistema misto de meios próprios e alugados. Seria impensável o estado ter ao longo do ano 40 aparelhos de asa fixa e rotativa para serem usados apenas no Verão. O que estado deve ter são os meios mais pesados como os aviões anfíbios, pois em relação a esses pode aplicá-los noutras funções ao longo do ano como o patrulhamento marítimo. Por outro lado, o estado tem recursos para os comprar sem precisar de pôr em causa a aquisição de equipamento militar.



2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

R- Aqui concordo plenamente.

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores.

R- O agravar de penas não vai resolver a situação. Mesmo que a moldura penal mude o país vai continuar a arder.

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

R- Concordo plenamente.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

R- Em teoria esta sugestão é boa, na prática muito difícil de concretizar. Calculo que o jornalista não tenha nenhum pinhal porque se o tivesse duvido que o limpasse. Aqui é preciso que as autarquias intervenham mais a fundo e que tenham uma acção de prevenção na floresta o ano inteiro.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.


R- Bem, outra coisa não tem sido feita.
publicado por Bocas-Verdes às 22:35
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Perguntas sobre Fogos

Porque será que ardem parques naturais?
Porque será que existe pessoas a viverem nesses parques e outros não?
Será por isso, que quem não vive ponha a arder esses mesmos parques?
Porque será que quem não caça em certas reservas, elas a seguir ficam a arder?
Porque será que os aviões atiram pára-quedas para atear fogos, e ninguém quem são?
Será que esses aviões não possuem uma rota, onde se possa saber onde descolam e onde aterram?
Porque será que o contrato com os helis é de 90 horas para três meses?
Porque será que pagamos a dobrar, desde o momento em que se esgota o plafond?
Será por isso, que há mais fogos desde começaram a existir meios aéreos?
Porque será que estando na UE temos que pagar a ajuda internacional para este tipo de calamidade?
Porque será que o Comandante da incorporação vendeu um Jipe todo equipado por 1.300 contos, para depois ir comprar um UMM por 200 contos, e gastou 3.000 a equipá-lo?
Porque será que o Jipe foi equipado na oficina do irmão do comandante?
Porque será que o Estado pagou a factura
Porque será que o Presidente da Câmara e Presidente da Mesa de Assembleia dos Bombeiros?

Porque será?

Como diria alguém: Triste país, o nosso!
publicado por Bocas-Verdes às 13:32
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Sábado, 15 de Abril de 2006

A Agricultura hoje!

Maria Irene da Conceição Barata Joaquim (A presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei)





A história recente da humanidade pode caracterizar-se pela gradual mudança do “viver em contacto com a natureza” para a vida nas cidades. Isto provoca uma constante redefinição conceptual da relação do homem com a natureza. A revolução agrícola foi um marco de viragem da nossa relação com o meio natural pois alterou a estrutura da nossa sustentabilidade. Contudo, a dependência da natureza manteve-se.

Hoje em dia os jovens interessam-se cada vez menos pela agricultura e pelas actividades que o meio natural lhes oferece, optando pelas cidades, porque são centros mais desenvolvidos e com grandes espaços comerciais. Estes mesmos jovens lamentavelmente, não têm acesso ao contacto directo com a vida rural de modo a ficarem sensibilizados que é na terra, que tudo tem origem.

Nas cidades existe uma série de facilidades comerciais, e quando nos dirigimos a um hipermercado nem paramos para pensar na origem dos produtos que ali estão expostos, ou no processo que sofreram até chegarem ali, ou até mesmo quem é que foi o responsável pela existência de tais produtos. Quase nunca, se não nunca, nos questionamos sobre tal assunto.

Não nos lembramos dos agricultores, quando compramos aquelas alfaces verdinhas, cenouras, bananas, laranjas, feijão, leite, etc. Por vezes parece que nasceram nas fábricas, tão bem embaladas como as encontramos. Pois bem, por detrás das prateleiras há muito mais trabalho humano do que pensamos.

E se deixar de haver agricultura, se se deixassem de cultivar os produtos e de tratar e preparar a terra? Como seria?

Ainda está por avaliar a plena dimensão do contributo da agricultura urbana para a satisfação das necessidades alimentares da sua capacidade de expansão e dos impactos sócio-culturais que envolve.

À medida que os rendimentos aumentam, os agregados familiares passam a optar por alimentos de melhor qualidade, logo há necessidade de melhorar as técnicas de produção agrícola, para dar ênfase às necessidades de mercado.

O que se está a verificar é a decadência da agricultura por se verificar que é uma agricultura de minifúndio, tradicional virada para a subsistência, é pouco rentável, havendo tendência para substituir a agricultura pela floresta. Também a maior parte dos terrenos agrícolas são deixados ao abandono dando por si lugar a uma floresta cada vez mais densa, e, sem qualquer condução e ordenamento.

A região do centro, sofreu no ano de 2003 uma drástica catástrofe com os incêndios, o que ainda veio provocar um maior aumento da decadência da agricultura.

Estamos a perder identidade cultural e a abandonar o que de mais saboroso existia, tanto para o paladar como para o conforto espiritual, através da sã confraternização entre pequenos produtores agrícolas, e entre estes e os adquirentes dos seus produtos.

Urge inverter a situação e envidar esforços para manter a identidade das nossas gentes.
publicado por Bocas-Verdes às 06:30
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Quarta-feira, 12 de Abril de 2006

Portugal está a arder !!!

Quantas vezes ouvimos isto nos últimos anos ?
Tem sido uma calamidade ! Números catastróficos ! Centenas de casas , casebres de serventias que também fazem falta , Animais mortos , pessoas mortas , pessoas desalojadas , milhões de prejuízo, Um crime financeiro e ambiental que nos toca no presente e nos tocará no futuro.
Em 2003 arderam centenas de milhar de héctares o equivalente ao país __LUXEMBURGO __ .
Todos os anos são dezenas de pessoas apanhadas como presumíveis incendiários executantes ou mandatários .
Já passou tanto tempo . Quantos desses já foram julgados ? Se andam à solta , quantos não irão ser reíncidentes ?
É necessário que :
1) Se encerrem em enfermarias prisão os que sejam considerados " maluquinhos ". O hospital Miguel Bombarda em Lisboa tinha , agora não sei se tem , uma dessas enfermarias .
2) Se comprem meios aéreos e de outras necessidades suficientes em vez de alugar . Porque quem compra para alugar não pode tê-los parados , não rendem . E quem investe quer lucro . Isto é tão claro que só não vê quem não quer ver . É fácil deduzir , há e haverá sempre por todo o lado e à mão , um qualquer coitado , maluquinho ou criminoso irresponsável , que a troco de uns tostões se presta a executar o trabalhinho .
3) Que esses crimes sejam punidos com pena máxima , sem direito a qualquer tipo de redução, amnistia de presidente ou papa .Pena que não exista a de MORTE ou PERPÉTUA.
4 ) Que se requisitem as forças armadas desde o ínicio a patrulhar , a ajudar com todos os meios que possuem. Em tempo de paz que fazem aquarteladas ? Assim , justificariam os enormes gastos na sua manutenção . Senão , reduza-se ao mínimo os números dos efectivos.
5 ) Manutenção , limpeza , prevenção , sem o resto , de pouco valerá .
6 ) Se os nossos governantes continuarem a insistir NO ALUGUER , ficarei a pensar que eles não se preocupam o suficiente , que não atacam em força porque não lhes interessa . Possivelmente porque muitos deles têm interesses nos tais ALUGUERES . Assim , os nosos governantes devem ser classificados como : OS PRINCIPAIS INCENDIÁRIOS .
Já agora , aproveito o correio para dizer que temos assistido a grandes escândalos de polícias apanhados na teia do crime .
Ao mesmo tipo de crime cometido por forças policiais , para que lhes sirva de exemplo , para que saibam que se querem ser respeitados devem primeiro respeitar , deve-lhes ser aplicado um acréscimo à pena .
Carmindo Pinto de Carvalho , Suíça
publicado por Bocas-Verdes às 23:03
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2006

Juntas de freguesia contra nova central de biomassa.

wwwSão já 16 os presidentes de juntas de freguesia pertencentes aos concelhos de Oliveira de Azeméis, Arouca e Vale de Cambra que subscreveram um abaixo-assinado contra a possível instalação de uma central de biomassa. Com localização prevista para um terreno situado na freguesia de Carregosa, na confluência destes três concelhos, a central de biomassa está a gerar desconfiança entre a população e autarcas locais.
A instalação deste equipamento foi equacionada pela Associação de Municípios de Terras de Santa Maria, em parceria com outras entidades, como a Universidade de Aveiro, associações industrias dos concelhos envolvidos e empresas, como a Vicaima. Segundo os promotores, esta unidade tem como finalidade o aproveitamento energético proveniente da queima de resíduos florestais, mas a população teme que esta unidade possa vir a queimar outro tipo de resíduos.
Para o recém criado Movimento Pró-Ambiente, que integra diversas figuras do meio académico, político e social das freguesias envolvidas, a instalação do anunciado equipamento pode "trazer consequências gravosas em termos ambientais". Referem que o regime de ventos predominante na área vai fazer com que todos os efluentes gasosos afectem as populações das freguesias de Carregosa, Macieira de Cambra, Vila Nova de Perrinho, Chave e Escariz.
Uma missiva, contendo dezenas de assinaturas, foi já enviada à Câmara de Oliveira de Azeméis e Direcção Geral de Energia. Os subscritores querem saber qual a classificação, prevista em Plano Director Municipal (PDM) do terreno em causa, e o que está estipulado, nesse mesmo documento, no que respeita a edificações industriais naquela zona.
Na carta enviada à Direcção Geral de Energia é questionado se a central é, exclusivamente, destinada à biomassa florestal ou se tem como função receber, também, resíduos das indústrias de madeiras. Por último, é, ainda perguntado se os equipamentos são susceptíveis de receber outro tipo de resíduos industriais.
O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Ápio Assunção afirmou anteriormente, ao JN, que a central se destinava à queima de resíduos florestais e de derivados de madeiras, negando que o equipamento fosse usado para incinerar lixos indústrias. Numa Assembleia Municipal, Ápio Assunção referiu que a construção da central de biomassa se encontrava numa fase incipiente por, de momento, não ter a desejada viabilidade económica.
Diamantino Melo, presidente da Junta de Carregosa, não subscreveu o abaixo-assinado, o que está a gerar descontentamento e incompreensão junto da população local.
Central é uma ideia positiva

A construção de uma central de biomassa constitui, no essencial, uma ideia positiva, por razões ambientais e económicas. Sendo um processo em que se produz energia por queima (que se pretende devidamente controlada) de resíduos florestais e eventualmente de resíduos da indústria das madeiras, tem inerente a gestão e a subsequente eliminação sustentada de resíduos que podem estar associados à propagação de fogos, e, por outro, a recuperação de energia de uma fonte renovável, largamente disponível em Portugal. Em termos ambientais, a grande vantagem, além de evitar o recurso aos combustíveis fósseis, é o facto da emissão de dióxido de carbono ser nulo. É importante acompanhar questões relativas a este projecto no que respeita à tecnologia de recuperação da energia prevista e ao controlo das emissões para o qual existe legislação, que obriga a uma fiscalização que não é prática em Portugal.
Por: Salomão Rodrigues Jornal de Notícias
Jornal de Notícias
publicado por Bocas-Verdes às 14:36
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

APROVADO NOVO PLANO NACIONAL DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS.

No passado dia 23 de Março, o Conselho de Ministros aprovou na generalidade o Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI). Assim sendo, está já a decorrer o período de 30 dias para efeitos de discussão pública do mesmo, após o qual serão feitas alterações e aprovado o plano em definitivo.
Dado tratar-se de um assunto e de uma temática com especial importância para região, creio que é de toda a utilidade que possamos debruçar-nos sobre a proposta em questão, e se necessário darmos o nosso contributo, sob a forma de críticas ou sugestões. Quanto mais não seja, para conhecermos as grandes linhas orientadoras para o sector florestal nos próximos tempos.
Segundo comunicado do Conselho de Ministros, para alcançar os objectivos, acções e metas consagradas no PNDFCI, preconizam-se intervenções em três domínios prioritários: prevenção estrutural, vigilância e combate. Nada de novo, portanto, resta ver como vai ser na prática. Assim, são identificados cinco eixos estratégicos de actuação:
- Aumento da resiliência do território aos incêndios florestais (o que se consegue através de um ordenamento do território eficiente)
- Redução da incidência dos incêndios (o que se consegue através dos outros eixos, desde a prevenção, o combate, o ordenamento, etc)
- Melhoria da eficácia do ataque e da gestão dos incêndios
- Recuperar e reabilitar os ecossistemas
- Adaptação de uma estrutura orgânica e funcional eficaz
Ainda segundo o mesmo comunicado, é colocada ênfase numa adequada política de sensibilização, não devendo ser esquecida a questão operacional, onde além dos bombeiros a GNR terá um papel a desempenhar. O PNDFCI assume como períodos temporais para o desenvolvimento das políticas e acções preconizadas os períodos de 2006-2012 e de 2012-2018. Sendo assim, as mudanças estruturais propostas, deverão sentir-se progressivamente até 2012, com o incremento de uma nova política florestal (prevenção estrutural) e com novos métodos de organização ao nível da primeira intervenção e combate, para serem conseguidos os objectivos propostos de defesa efectiva da floresta contra incêndios.
No essencial, o PNDFCI consagra as decisões que têm sido tomadas pelo Governo ao longo do último ano, nomeadamente:
 Criação das Zonas de Intervenção Florestal (ZIF);
 Revisão do Programa de Sapadores (reorganização ao nível operacional)
 Revisão do quadro contra-ordenacional do uso do fogo (revisão das penas, etc)
 Medidas tendentes à regularização da situação jurídica dos prédios rústicos sitos em áreas florestais
 Estratégia para a recuperação das áreas ardidas (extremamente importante para a região, não só no sentido ambiental, mas também na possibilidade de projectos e fundos que possam vir a ser obtidos por esta via)
 Redução do IVA de 21% para 5% nas operações de silvicultura preventiva (desmatação, etc)
 Possibilidade de aumento do IMI (Imposto Municipal Imobiliário) por parte das câmaras municipais
É claro que por enquanto, tudo isto é pouco mais que paleio, e de boas (e complicadas) leis está o Inferno, perdão, Portugal, cheio. A ver vamos... Enquanto esperamos para ver, durante os próximos 30 dias, estará disponível o documento. O Pinho Bravo deixa aqui o link para que todos os interessados possam consultar o Plano:
http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/4F207D76-4DE9-438A-872E-CFC64B9CBAAD/0/PNDFCI_Disc_Publica.pdf....TIRADO DO http://pinhobravo.blog-city.com/......
Uma nota: os contributos, sugestões ou reparos, devem ser dirigidos para o seguinte endereço electrónico do Governo: Envie o seu comentario para o governo saber no email abaixo
sedrf@madrp.gov.pt.
publicado por Bocas-Verdes às 00:38
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OS FOGOS QUE FLAGELAM PORTUGAL CADA VERÃO.

O NOVO PLANO NACIONAL DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS TEM QUE COMECAR COM A COMPRA DE 2 A 3 AVIÕES DE CANADAIR OU IGUAL. AVIÕES QUE PODEM VOAR SOBRE A ÁGUA SEM PARAR E ENCHER SEUS TANQUES DE ÁGUA DENTRO DE 3 A 5 SEGUNDOS E A DEIXAR CAIR SOBRE O FOGO PARA O APAGAR . ELES PODERAM FAZER ISTO DIA E NOITE . UM PROCEDIMENTO REPETIDAMENTE. COM A BARAGEM DE CASTELO DE BODE MESMO NO CENTRO DOS CONCELHOS MAIS AFETADOS PELOS FOGOS EM PORTUGAL NOS ULTIMOS ANOS . O QUE E QUE NÓS QUEREMOS DE MELHOR! MAS A MIN ME PARECE QUE ESTES FOGOS SÃO A COMVINIENCIA DE ALGUNS ESPECIALEMENTE OS POLITICOS E AS COMPANHIAS DE QUEM ELES ALUGAM OS HELICÓPTEROS E O OUTROS TIPO DE EQUIPAMENTO PARA EXTINGUIR OS FOGOS QUE FLAGELAM PORTUGAL CADA VERÃO. ESTES TAL DITOS AVIÕES COMO PODEM ATERRAR NA AGUA ALI FICARAM ESTACIONADOS NA BARRAGEM DURANTE A ALTURA DOS FOGOS COM EQUIPAS SEMPRE PRONTAS A PARTIR EN SEGUNDOS COMO NA TROPA. Os politicos Portugueses tem que parar de tratar os fogos em Portugal como se fosse uma gripe que se apanha todos os anos na mesma altura e atacar o problema como devia ser.
publicado por Bocas-Verdes às 00:21
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Domingo, 2 de Abril de 2006

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"Bocas-Verdes" de Mação - Abril 2006

publicado por Bocas-Verdes às 00:52
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