Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

O inglês que trocou tudo por Portugal e uma autocaravana

O nómada do século XXI tem cara de inglês. Vive da reforma e com ela deslocou-se para o Médio Tejo - perto do sol, mas nem tanto do mar. A sua casa tem nome de automóvel: Peugeot Boxer 5ED. Comprido mas estreito, assenta sobre quatro rodas e, como qualquer doce lar, dispõe de casa de banho, duche, cozinha e ampla arrumação - 41 gavetas. É numa dessas gavetas que Richard Branson Barratt , de 77 anos, guarda a sua "Bíblia" - o programa Windows XP base do arsenal informático que tanto o entretém e fascina.

Para um homem na terceira idade, que vê e ouve mal, tem brancas de memória recente mas capaz de ir buscar uma data marcante, não deixa de surpreender o à-vontade nas novas tecnologias. Com energia solar abastece toda a casa. Com um telemóvel, liga-se ao mundo. E, no interior da sua Peugeot, estacionada no parque de campismo de Ortiga, Mação, nem o céu é o limite. ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ.bmp


Barratt é "apanhado" por simulação de voo em helicóptero em computador, que pilota com destreza. E transportou virtualmente, de mão firme num joystick sofisticado, o repórter do DN a Lisboa, Bristol, Londres, Nova Iorque, antes de se perder no caminho para o Quebec.

Vive na sua casa rolante na região há quatro anos: Ortiga, Mação, Brejo, Tramagal... Empreendedorismo não falta a um homem que já teve 49 profissões e que, depois de se divorciar, aos 50, vendeu o amor da sua vida - o Hotel High Trees, na sua Devonshire natal. Quando se reformou, fez-se à estrada e a viagem só acabou em Portugal. "Diria que não sou um tipo convencional, gosto de fazer as coisas à minha maneira, como Sinatra". Se uma pessoa não gosta do que faz - diz, professoral - "está a perder o seu tempo".

O primeiro contacto de Barratt com Portugal ocorreu em 1975 em pleno PREC). Viajou com a mulher e duas filhas para o Algarve e, como qualquer inglês, estava sedento de praia e sol. Regressou nos anos 80 com a sua primeira auto caravana. Depois da reforma continuou a vida no cantinho sudoeste da Europa: "pelo bom tempo", claro, mas também "pelo modo de vida português" a fazer-lhe lembrar uma Inglaterra que já não existe.

É em Ortiga (Mação) que agora vive, solitário, sob um céu estrelado. "Fora das rotas turísticas, sinto que aqui posso confiar em toda a gente", justifica. Bebendo o seu chá ou a água que vai buscar ao Brejo profundo, como um "rolling stone". "Acho que vou ficar cá para sempre", diz.


MÁRIO RUI FONSECA, Abrantes
Diário Notícias
publicado por Bocas-Verdes às 03:21
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Novas Oportunidades para a população

CNO de Mação organiza sessões de esclarecimento

A população do Pinhal Interior Sul terá agora mais uma oportunidade de ver as suas competências de vida reconhecidas a um outro nível de escolaridade do ensino secundário, elevando assim os seus níveis de certificação e qualificação. Ao nível do 12.º ano, a validação das competências de cada adulto far-se-á através de três áreas de Competência-Chave: Cidadania e Profissionalidade; Sociedade, Tecnologia e Ciência; Cultura, Língua e Comunicação. Os interessados devem inscrever-se no Centro Novas Oportunidades (CNO), em Mação. Os interessados deverão ter mais de 18 anos e três de experiência profissional. A funcionar desde 2003, o Centro de Novas Oportunidades de Mação tem já um total de 1551 inscritos, que ali se dirigem para obter um diploma que lhes confira equivalência legal ao certificado de habilitações do 4.º, 6.º e 9.º anos do ensino regular, através da certificação das suas competências e do seu percurso de vida. O processo passa por várias fases e, do total, 1116 inscritos já viram reconhecidas as suas competências, 707 frequentaram formação complementar, 620 estão validados e 612 estão certificados. Estes números serão agora alterados com a abertura do 12.º ano, sendo que o cidadão pode ali obter a qualificação escolar que sempre desejou alcançar. No Centro Novas Oportunidades de Mação pode ver reconhecidas todas as suas experiências sociais, profissionais, escolares e formativas.
publicado por Bocas-Verdes às 03:00
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Autarquias: Mação: ''Imigrantes doutores'' numa vila sem Universidade

Mação, vila do interior Norte do distrito de Santarém, convive, entre a indiferença e a simpatia, com algumas dezenas de novos habitantes, vindos de vários continentes, uma "imigração" diferente da que habita outras vilas do país.


Os "imigrantes" de Mação não vêm à procura de trabalho e melhores condições de vida, são investigadores a fazer mestrados e doutoramentos numa vila sem Universidade nem escolas superiores.

Estes "novos habitantes", que vão rodando de dois em dois ou de três em três anos, vêm parar a Mação graças ao Centro de Investigação Internacional criado no Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, responsável em Portugal pelos cursos de mestrado de Arqueologia e Arte Rupestre e de doutoramento em Quaternário, Materiais e Culturas.

Desenvolvidos em Portugal ao abrigo de uma parceria entre o Instituto Politécnico de Tomar (Departamento de Território, Arqueologia e Património) e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD, Departamento de Geologia), os cursos inserem-se no programa Erasmus Mundus (destinado a alunos de países em desenvolvimento).

O projecto envolve ainda as Universidades de Ferrara (Itália) e Tarragona (Espanha) e o Instituto de Paleontologia Humana de Paris (França), por onde os alunos fazem passagens de três meses durante os dois anos de curso, no caso dos mestrados, três, nos doutoramentos.

Este ano, Mação conta, entre os seus novos residentes, com cidadãos de países como Colômbia, Brasil, Marrocos, Jordânia, Tunísia, Índia, Indonésia, Turquia, China, Grécia, entre outros, e também alguns portugueses de outros pontos do país.

O presidente da Câmara Municipal de Mação, José Saldanha Rocha (PSD), realça a importância do projecto para uma vila que tem vindo a perder população, não só pela permanência dos investigadores, como pela vinda de especialistas europeus para ministrarem os diferentes cursos e cuja passagem por Mação tem vindo a ter reflexos no fluxo turístico.

A fixação dos mestrandos e doutorandos, que varia entre os 25 actuais podendo ir até à meia centena, veio animar o mercado de aluguer de habitações, bem como o comércio local, destaca.

A residencial e os restaurantes da vila beneficiam ainda da permanência dos professores durante os períodos de aulas.

Cláudia, brasileira da Baía, confessou à agência Lusa que o facto de ser "meio bicho-do-mato" e gostar do silêncio e da calma a ajudou a adaptar-se bem a Mação, onde se encontra a residir com a filha desde Outubro de 2006.

O único aspecto negativo que aponta é a falta de transportes públicos que permitam fazer algum turismo e o acesso a ofertas culturais.

Confessa que, no início, sentiu alguns preconceitos pelo facto de ser brasileira, o que a obrigou a responder mal a observações "idiotas" que lhe eram dirigidas na rua, mas frisa a simpatia dos habitantes que sabem da existência dos estudantes e que até "fazem descontos" e os convidam para suas casas.

Na maior parte bolseiros, os estudantes acabam por colaborar também nas actividades do museu, realça Anabela Pereira, funcionária do Centro de Investigação e ela própria mestranda.

Mohamed, tunisino, está também no primeiro ano do mestrado em Arqueologia Pré-Histórica e Arte Rupestre e, apesar de ser a primeira vez que está num país não árabe, afirma que não teve problemas de integração e que as pessoas são "super simpáticas".

Tal como os outros alunos, Mohamed realçou os "excelentes professores" do curso, destacando Mila Simões de Abreu (UTAD).

Para Faysal, marroquino, o mais difícil, no início, foi a língua, um "pequeno choque" que passou, pois, embora não fale, entende praticamente tudo, também graças ao curso de português que está a frequentar, com outros alunos, duas vezes por semana, na escola local.

O jordano Abdala, em Mação apenas por três meses, cumprindo aqui o período de mobilidade do curso que está a frequentar na Universidade italiana de Ferrara, destaca a componente prática e o trabalho de campo que lhe tem sido permitido desenvolver.

O Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo é dirigido por Luís Oosterbeek, coordenador do Centro de Pré-História do IPT e também ele docente dos cursos de doutoramento e mestrado.

Para Luís Oosterbeek, a investigação é uma prioridade para o museu, inaugurado há dois anos, tendo sido criada uma Comissão Científica Internacional que integra especialistas de diferentes países e redes de parcerias nacionais e internacionais.

Publicado em 30-04-2007
Tema: Notícias
publicado por Bocas-Verdes às 02:58
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Mação organiza Banco Local de Voluntariado

O Serviço de Acção Social (SAS) da Câmara Municipal de Mação pretende implementar a prática do voluntariado no Concelho. O primeiro passo será a criação de um Banco Local de Voluntariado, que será o 4.º do Distrito de Santarém. Nesse sentido, reuniram-se hoje em Mação cerca de 100 pessoas no 1.º Seminário de Voluntariado.
O SAS da Câmara Municipal de Mação organizou hoje, 4 de Julho, o “1.º Seminário de Voluntariado”. A Autarquia considera a prática do voluntariado de extrema importância para um Concelho com as suas características e recursos.
A criação de um Banco Local é o passo a dar percebendo-se a necessidade de criar um espaço de aproximação entre os interessados no trabalho voluntário e as instituições que pretendem enquadrar voluntários. O primeiro Banco foi criado no Funchal em 2001 havendo, no momento no País, 42 instituídos e 17 em constituição. Mação percebeu a sua importância com base no Diagnóstico Social feito no Concelho. A ideia tem sido discutida, trabalhada, estudada e esta é a hora de começarmos a dar o passo seguinte.
Para o Presidente da Câmara Municipal, Saldanha Rocha “a realização deste Seminário é o primeiro passo que pretende sensibilizar a nossa comunidade para o voluntariado do séc. XXI, ou seja, uma prática legislada, organizada, com direitos e deveres para entidades e voluntários.” Neste sentido Vanda Serra, Coordenadora do Serviço de Acção Social, considera que “ser voluntário não deve ser um gesto espontâneo e isolado de solidariedade. Deve ser um acto organizado e enquadrado numa organização que garanta supervisão e formação”.
Saldanha Rocha referiu ainda que “o voluntariado não tem idade, nem sexo, não é determinado por graus académicos, nem tem idioma, tem dor mas não tem cor, é intemporal, é responsável, cuidadoso, oportuno e carinhoso e o único caminho é mesmo o percurso do nosso coração”.

O programa deste 1.º Seminário foi muito rico tendo contado com oradores muito informados e com excelentes vivências e percursos que partilharam dados e experiências muito interessantes. No período da manhã o seminário contou com uma apresentação sobre voluntariado no séc. XXI, por Maria Francisca Carvalho que trabalha há cerca de 40 anos nesta área e que elucidou os presentes sobre os conceitos de voluntário e voluntariado. Referiu que “a pessoa só se deve comprometer depois de saber do que se trata” e explicou a definição de voluntário do Conselho da Europa que fala “daquele que está ligado a uma instituição ou associação e se compromete livremente de maneira desinteressada oferecendo as suas aptidões e o seu tempo à execução de tarefas sociais, culturais e cívicas ao serviço de um indivíduo, grupo ou comunidade”. Francisca Carvalho procurou, acima de tudo, desmistificar a ideia que há do voluntariado afirmando que “não chega o espírito altruísta, há leis, formação, há um conjunto de regras a seguir”.
Seguiram-se dois testemunhos muito ricos de duas jovens voluntárias, Mafalda Sarmento, de 24 anos, natural do Porto, voluntária desde os 12 que afirmou que na vida das pessoas com quem lida “nada se anula, tudo se soma” afirmando a importância do trabalho dos voluntários e Maria Teresa Azóia, de Santarém, que começou também por volta dos 12 anos a participar em acções pelos outros e que afirmou que “algo vai estar muito mal no dia em que ao ver um sem abrigo isso não lhe diga nada”.
No período da tarde os painéis foram igualmente interessantes e motivantes contando com Elza Chambel, Presidente do Conselho Nacional de Promoção para o Voluntariado que iniciou a sua intervenção fazendo excelentes referências ao Concelho de Mação, a todo o trabalho desenvolvido na área da acção social, ao então Presidente da Autarquia Elvino Silva Pereira, no período de 1980-1990, em que muito trabalhou no Concelho quando responsável da Segurança Social do Distrito de Santarém. Muito a sensibilizou na altura “todo o apoio da população macaense, que é uma terra de solidariedade onde o voluntariado nascerá, crescerá e fortificar-se-á”. Referiu ainda que há muito a fazer nesta temática e que o distrito de Santarém está longe de atingir o pleno no que diz respeito à constituição de Bancos Locais de Voluntariado.
Elza Chambel chamou a atenção para dois novos conceitos de voluntariado, o empresarial e o de proximidade sendo que “voluntariado rima com democracia” e obrigatoriamente está muito próximo das populações.

Seguiu-se a partilha de experiências pela técnica superior da Câmara Municipal de Santarém que apresentou o projecto UTIS e por responsáveis pelos Bancos Locais de Voluntariado do Entroncamento e da Figueira da Foz. Estas apresentações mostraram casos práticos que elucidaram várias questões, nomeadamente aos possíveis voluntários e apresentaram ideias interessantes de se trabalhar nesta óptica do voluntariado.

No sentido de perceber o grau de interesse e conhecimento das entidades em receber voluntários e da população em ser voluntária foram aplicados, nos primeiros meses de 2007, questionários a 175 pessoas e a 26 entidades. Os dados mais importantes indicam que 99,4% dos inquiridos já ouviu falar de voluntariado e consideram que a sua prática no Concelho deve ser formalizada. 17,1% deste grupo já teve contacto com trabalho voluntário mas apenas 6,3% o pratica actualmente. Dos inquiridos perto de 70% está interessado em fazer voluntariado e quem respondeu negativamente afirmou na maioria dos casos a falta de disponibilidade. Em relação às áreas de actuação são referidas, por ordem de preferência, a Educação, a Saúde e a Acção Social.
No que respeita às Instituições/entidades apenas 3, em 26 afirmaram não estar interessadas em acolher voluntários.
Esta análise feita à população e entidades do Concelho reforça a necessidade e o interesse no Voluntariado. É neste sentido que a Câmara Municipal de Mação através do SAS com o apoio da Rede Social pretende implementar o Banco Local de Voluntariado do Concelho de Mação.
publicado por Bocas-Verdes às 13:09
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Sábado, 7 de Julho de 2007

Praia fluvial do Carvoeiro tem única bandeira azul do distrito de Santarém

A praia fluvial de Carvoeiro, concelho de Mação, uma das seis praias fluviais do país a ser galardoada com a bandeira azul, é a única do distrito de Santarém a exibir, a partir de quinta-feira, aquele símbolo de qualidade.0001Carvoiropraia.jpg

A cerimónia do hastear da bandeira decorre quinta-feira, pelas 15:00, confirmando o galardão "a qualidade das águas da praia fluvial de Carvoeiro, as excelentes condições e a segurança que proporciona aos munícipes e visitantes do concelho de Mação", disse à agência Lusa o vereador do Turismo na Câmara Municipal de Mação, José António Almeida.

A bandeira azul é atribuída anualmente pela Associação Bandeira Azul da Europa/Fundação para a Educação Ambiental (ABAE/FEA Portugal) às praias e portos de recreio que cumpram um conjunto de critérios de natureza ambiental, de segurança e conforto dos utentes, bem como de informação e sensibilização ambiental.

Este galardão atribuído à praia fluvial de Carvoeiro foi considerado pelo autarca um "motivo de orgulho para Mação e para a região".

José António Almeida destacou, entretanto, o investimento efectuado para este Verão em "novas canoas importadas de França, desportos radicais dinamizados por profissionais do sector e animação constante" nas duas praias fluviais do concelho, Carvoeiro e Ortiga.

«A ideia é captar mais visitantes, aproveitando esta porta de entrada que é o rio Tejo», disse o autarca, adiantando que, no próximo ano, entrará em funcionamento a praia fluvial de Cardigos.

Com Lusa
publicado por Bocas-Verdes às 20:25
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Abrantes e Mação contestam proposta do novo mapa judiciário.

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzmacao01.jpgOs autarcas de Abrantes (PS) e Mação (PSD) consideram «absurdas» a proposta de extinção dos tribunais existentes nas duas localidades, como consta num estudo do Ministério da Justiça.
O presidente da Câmara Municipal de Mação, José Saldanha Rocha, disse à agência Lusa que o fim do círculo judicial da região tal como existe actualmente, previsto num dos estudos na posse do secretário de Estado adjunto e da Justiça, José Conde Rodrigues, é «absurdo e irrealista».

«Este estudo foi feito por engenheiros civis que fizeram, algures em Coimbra, uns traços, umas rectas e uniram uns pontos. Não tem sentido algum até porque foi feito por quem desconhece os fluxos e as dinâmicas locais», afirmou.

Segundo o autarca, a proposta apresentada pela Faculdade de Engenharia de Coimbra levaria ao fecho do Tribunal de Mação e os fluxos populacionais seriam desviados para a Sertã.

«Não aceitamos ficar apenas com uma Casa da Justiça, que não é mais do que um balcão com uma pessoa lá atrás a dar umas informações, nem aceitamos que o fluxo Mação/Abrantes passe a ser Mação/Sertã.
Seria de uma injustiça e violência tal para os munícipes e para o povo que, no limite, seria quem mais sofreria as consequências», frisou.

Com o redesenhar do novo mapa judiciário, o Governo pretende extinguir e criar tribunais, varas e juízos com o propósito de promover uma maior eficácia e celeridade na resposta da Justiça portuguesa.

Tal medida obrigará à transição de funções e de local de trabalho de magistrados e funcionários, previstos no Programa de Medidas Urgentes para a Melhoria da Resposta Judicial (PMUMR).

O presidente da Câmara de Abrantes, Nelson de Carvalho (PS), já reuniu com o secretário de Estado da tutela «para tentar perceber o que se passa».

O autarca disse à Lusa que «há dois estudos completamente diferentes em cima da mesa, um da Faculdade de Engenharia de Coimbra e outro da Associação do Sindicato de Juízes».

Nelson de Carvalho afirmou que o primeiro se baseia numa análise do território que «não é rigorosa» e que «ignora os fluxos e as interdependências que marcam esta sub-região».

Frisando que «a proposta faz apenas parte de um estudo», o autarca não deixa de se mostrar preocupado «quando o que se propõe é a eliminação das comarcas de Abrantes e Mação e a extinção do Tribunal de Trabalho na cidade».

«Quem conhece o território sabe que esta proposta é um absurdo», acrescentou.

A presidente da delegação de Abrantes da Ordem dos Advogados, Armanda Godinho, disse, por sua vez, à Lusa que, de acordo com aquele estudo, «Abrantes é completamente retalhada entre Tomar e Ponte de Sôr, sendo que a parte de Mação irá para a Sertã».zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzznormal_serta_00017.jpg

Armanda Godinho adiantou que «Sertã passaria a ter cinco Juízos, Mação ficaria com uma Casa da Justiça e Abrantes, embora mantendo três Juízos, ficaria com competências genéricas e nenhuma especializada».

A presidente da delegação da Ordem dos Advogados alertou ainda para a necessidade de considerar «o acentuar na dificuldade de acesso à Justiça por parte da população».

Para Armanda Godinho, quando se privilegia «um sistema economicista prejudicando quem necessita dos seus serviços está a pôr-se em causa a própria soberania e o Estado democrático deste país. Portanto, passa a ser inconstitucional, por muito que se invoque que não temos dinheiro para isto e para aquilo».

Fonte do gabinete do secretário de Estado da Justiça, Conde Rodrigues, disse à Lusa que, «até Setembro, não haverá decisões sobre a matéria, mas no início de 2008 deverão começar as primeiras experiências em alguns pontos do país».

Segundo aquela fonte, neste momento «o Ministério está a ouvir os parceiros sociais e só depois será a votação na Assembleia da República», relembrando que «existe um acordo politico/partidário entre PS e PSD para a área da justiça» que prevê que as circunscrições de primeira instância respeitem os actuais Núcleos de Unidade Territorial (NUT´s).

José Saldanha Rocha disse à Lusa que, «a haver ajustes, Mação deveria ficar com uma especialização, o Tribunal de Família, e Abrantes com o Tribunal de Trabalho».

Afirmando estar «em perfeita sintonia» com o autarca de Abrantes, Saldanha Rocha disse que «é tempo de esquecer as cores politicas».

«Já decidimos que vamos encabeçar uma frente única para defesa das nossa populações», disse.

Diário Digital / Lusa

29-06-2007 13:12:28
publicado por Bocas-Verdes às 16:28
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