Domingo, 11 de Novembro de 2007

Incêndios: Peritos europeus visitam concelho de Mação para conhecer estratégias nacionais de prevenç

53b0b89bda2527f18ba10ed7ab31fa85.jpg Mação, Santarém, 08 Nov (Lusa) - Um grupo de peritos europeus em incêndios fizeram hoje uma visita técnica ao concelho de Mação para conhecer, no terreno, alguns aspectos da política nacional de defesa da floresta contra incêndios, tanto ao nível da prevenção, como de combate. Ernst Schulte, responsável pelo sector da floresta da Comissão Europeia, disse à Agência Lusa ter ficado "impressionado" com o trabalho que a Câmara de Mação está a desenvolver no terreno. 27f7002b6a4f726ed5bc40fb6d2b049b.jpg "Os incêndios nunca poderão ser evitados, mas efectivamente há procedimentos que podem minimizar em muito os seus efeitos", disse. O responsável considerou "muito positiva" a visita do grupo ao terreno, considerando que "todos saíram a ganhar com esta troca de experiências e partilha de boas práticas". 55d911a481df6e9139ed0b8de40af46c.jpg Os trabalhos tiveram início pela manhã com um resumo da época de incêndios 2007 em Portugal, feito pela Associação Nacional de Protecção Civil (ANPC) e pela Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF). Na ocasião foi ainda apresentado o Plano Municipal de Defesa Contra Fogos Florestais da Câmara Municipal de Mação, que incidiu sobre as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF). À tarde, o grupo de peritos visitou áreas queimadas na freguesia de Ortiga (incêndio de 2007), a Zona de Demonstração de Boas Práticas Florestais, a Circular de Protecção da aldeia de Eiras, o projecto MacFire e acções de silvicultura preventiva (faixas de gestão combustível, limpeza de linhas eléctricas, pontos de água, sinalética, circulares de protecção e motobombas). FOGOS PICTURES.jpg Com um território dividido em 80 mil pequenas propriedades e com uma população envelhecida de apenas oito mil habitantes, António Louro, da Protecção Civil de Mação, considera urgente procurar novas ferramentas para intervir no território. "Não é possível pôr mais músculo no combate aos incêndios. O esforço deve ser redireccionado para uma paisagem sustentável e que seja geradora de riqueza", disse. Paulo Mateus, subdirector da DRGF, disse à Lusa que o problema gradual de abandono das terras no interior do país "é muito sério e tem uma quota-parte substancial no evoluir do número de ignições". Segundo disse, "é fundamental olhar para a paisagem e pensar em novas formas de a estruturar. O território não é o mesmo de há 20 anos atrás e as alterações nas condições climáticas também a isso nos obrigam". zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzfogo.jpg Carlos Mateus, da ANPC, disse à Lusa que este encontro permitiu mostrar aos parceiros comunitários que "Portugal é um país que sabe conviver com o fogo e também tirar as devidas ilações, quer ao nível do combate quer ao nível da prevenção". "Os problemas que eram típicos da Europa Mediterrânica estão a deslocar-se para o centro e até para o norte da Europa. Com estes encontros estes países podem também beneficiar com esta troca de boas práticas", disse. No final deste Encontro de Peritos Europeus em Incêndios Florestais ao concelho de Mação, Carlos Catalão, adjunto do Governador Civil do distrito de Santarém, disse à Lusa que as ZIF são "uma boa forma de estruturar o território florestal em termos de sustentabilidade" e anunciou que o Governo vai replicar o sistema MacFire em todo o distrito de Santarém. Na base do sistema informático MacFire ("Mac" de Mação e "Fire" de Fogo) está a cartografia militar, as cartas de risco de incêndio e os hortofotogramas (fotos aéreas rectificadas no solo). A novidade do sistema desenvolvido por António Louro é a integração da informação e a sobreposição dos mapas, o que permite visualizá-los todos as mesmo tempo. A tudo isto junta-se a tecnologia GPS, dando a localização exacta das viaturas no terreno, bem como a posição das frentes de fogo e o valor rigoroso da área atingida, permitindo prever a sua provável evolução. Segundo disse Carlos Catalão, "as boas práticas são para seguir e este será um projecto-piloto que inclusivamente poderá mais tarde ser alargado a todo o país". "Vamos entrar em contra relógio para até ao dia 15 de Maio colocar este sistema em todos os postos de comando dos bombeiros do distrito", disse. O encontro, que decorre até sexta-feira e reúne peritos da maior parte dos Estados-Membros da União Europeia, realiza-se pela primeira vez em Portugal no quadro da Presidência Portuguesa da UE. Sexta-feira, em Lisboa, os peritos participarão numa reunião para fazer o balanço dos incêndios florestais de 2007 na União Europeia e analisar novos programas comunitários e novas ferramentas científicas de apoio à decisão nesta matéria.

Segundo a Agência LUSA
publicado por Bocas-Verdes às 18:57
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