Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Albufeira do Castelo de Bode. Moradores não querem mais projectos turísticos!

barragem de castelo de bode.jpg





A Associação dos Amigos de Castelo de Bode quer o plano de ordenamento daquela albufeira seja revisto, no sentido de impedir a construção de urbanizações turísticas junto ao espelho de água. Comentando o anunciado chumbo do Ministério do Ambiente a dois projectos turísticos de grandes dimensões previstos para a zona, o presidente da AACB considerou que a revisão do Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo de Bode (POACB) seria a “solução definitiva”, proibindo qualquer iniciativa a 500 metros da água.
“Estamos satisfeitos com a decisão do Governo, mas não estamos tranquilos e a qualquer momento poderá acontecer o inverso do que sucedeu agora”, afirmou Marques Montargil à Lusa. No seu entender, “a tranquilidade para quem vive na zona só pode acontecer quando o governo entender rever o plano de ordenamento”, já que nesse documento estão contempladas “seis ou sete áreas turísticas que podem ser urbanizáveis”.
O Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional anunciou na semana passada a emissão de duas declarações de impacte ambiental desfavoráveis para os projectos “Aldeamento Turístico Vale Paraíso” e “Aldeamento Turístico Chã d’Oliveira”, localizados na orla da albufeira, no concelho de Tomar. Em causa está o facto dos projectos preverem uma densidade populacional superior à admitida pelo POACB, com soluções de tratamentos dos esgotos consideradas inadequadas.
“Tendo presente que a albufeira de Castelo de Bode é actualmente o maior reservatório nacional de água, e onde se realiza a maior captação de água para consumo humano destinada à região de Lisboa e Vale do Tejo, a qualidade da água poderá vir a ser afectada” por estes equipamentos, refere o despacho, assinado pelo secretário de Estado Humberto Rosa. Esta decisão vem ao encontro das reivindicações dos próprios autores do POACB e da Quercus, que já havia manifestado a sua discordância face a estes projectos. Os riscos de contaminação da água e a ausência de benefícios para a zona envolvente foram algumas das preocupações manifestadas anteriormente por Rogério Gomes, presidente da Urbe, autora do documento de ordenamento.
Os dois aldeamentos previam a construção de mais de 300 habitações numa das encostas da albufeira, um número considerado elevado pela associação ambientalista Quercus, segundo Domingos Patacho, responsável do Núcleo Regional desta estrutura. “Não é este o modelo de turismo que queremos para a zona”, disse à Lusa, defendendo a recuperação dos núcleos habitacionais da região, em vez de aldeamentos deste género.
Estes projectos estavam previstos desde 1997, abrangendo uma área total de 52 hectares, prevendo a construção de piscinas, dois campos de ténis, um campo de mini-golfe, um porto de recreio, entre outras valências, para um mais de mil habitantes.

O Ribatejo
publicado por Bocas-Verdes às 00:49
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
27
28

29
30


.posts recentes

. Como pode ser um País gov...

. Os políticos Portugueses ...

. "VELHO DITADO" CADA PAÍS...

. CHAVEIRA DE CARDIGOS CONV...

. TENHO SAUDADES DA MINHA T...

. Região do eucaliptal"

. Quinhentos metros de estr...

. Vila de Rei rejeita reord...

. Irene Barata queixa-se qu...

. MUNICÍPIOS NATUREZA E TEJ...

.arquivos

. Novembro 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Abril 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds