Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

EM CASTELO BRANCO...Barragem do Alvito pode vir a ter luz verde!

Produção de energia hidroeléctrica no Distrito de Castelo Branco, bem como abastecimento de água ao Concelho de Mação podem sofrer uma revolução caso o Governo anuncie construção da Barragem do Alvito. calvario macao.jpg O Governo poderá dar luz verde à construção da Barragem do Alvito, na cerimónia em que o ministro da Economia, Manuel Pinho e, ao que tudo indica, também pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates, irão anunciar a construção dos 10 investimentos prioritárias do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, a que afectam um investimento de 1140 milhões de euros. Tendo em conta as declarações de Manuel Pinho, as 10 novas infra-estruturas situam-se nos rios Tua, Tâmega, Vouga, Mondego e Tejo, tendo ficado de fora o Ocrêza, rio no curso do qual ficam situadas as portas do Almourão, onde está prevista a construção da Barragem. Ainda assim, José Calmeiro, especialista da área de recursos hídricos na região, considera que há uma ligação entre a Barragem do Alvito e o Tejo, uma vez que, “nas horas mortas, poderia ser bombada água do Fratel (no Rio Tejo) para a Barragem do Alvito, podendo as duas barragens produzir energia nas horas de cheia”. Reconquista apurou no entanto que, das 10 prioridades do plano, a Barragem do Alvito não poderia estar nas cinco primeiras, em virtude de ter um menor potencial de produção de energia hidroeléctrica. Algo que José Calmeiro entende de uma forma completamente distinta. “A questão não poderá estar no potencial de produção de energia, que é enorme, mas sim no custo do investimento necessário para construir a barragem e para produzir essa energia”, afirma. Com efeito, tendo em conta os estudos de Araújo Correia, desenvolvidos nos anos 60, a estação hidroeléctrica será instalada de forma a produzir energia a partir da água armazenada e não a partir da corrente do rio, uma vez que o Ocrêza é um rio torrencial, ou seja, sem uma corrente constante (ao contrário do que sucede com os rios do Norte do País). Por outro lado, deve ser tido em conta o facto da zona do Alvito já ter duas barragens a montante, designadamente a de Santa Águeda e a futura Barragem do Barbaído. Mas a bombagem de água é um processo fácil e que pode ser concretizado através de energia produzida na barragem de origem da água do transvase, pelo que os custos não seriam significativos. Por outro lado, poderão ser feitos transvases a partir da Barragem de Bogas, através de um túnel cuja construção está prevista desde os anos 60. Por outro lado, a barragem, a ser construída terá uma capacidade de armazenamento superior à capacidade somada das barragens de Castelo de Bode e do Cabril, ou seja, à quota 260 poderá armazenar 2360 milhões de metros cúbicos ou, pelo menos, 1920 milhões de metros cúbicos à quota 255. Por outro lado, as características do vale permitirão criar uma superfície inundada da ordem dos sete mil hectares. Estado mostra mas não investe A ser verdade que a construção da Barragem é para avançar, o Governo de Sócrates fica com o mérito da decisão. De qualquer modo, como se sabe, o Plano Nacional de Barragens assenta no pressuposto da concessão da construção e exploração das infra-estruturas, o que significa que as obras serão realizadas e exploradas por privados. A questão poderá ser aparentemente inócua para o consumidor, mas o Estado poderá sempre fazer reflectir custos no aumento do preço da energia. José Calmeiro não avança por este caminho, mas refere que a construção de barragens para produção de energia é, sem dúvida, algo muito apetecível numa altura em que o preço do petróleo bate recordes. “O avanço do Plano Nacional de Barragens pretende ser uma resposta aos enormes custos com a importação de energia e de hidrocarbonetos, que alimentam a rede hidroeléctrica e os transportes”, refere. Já em termos de custos, José Calmeiro não garante um número, mas afirma que uma obra como a da Barragem do Alvito nunca poderá custar menos do que 500 milhões de euros. Algo que não será financeiramente insuportável, pois a EDP, “que a tem nos seus planos desde a década de 50 do século XX, e que não quer perder a oportunidade de a construir e explorar, tem prevista a construção da infra-estrutura para o ano 2015”, adianta aquele especialista. A construção, que “nunca deverá demorar menos de cinco anos”traria ainda vantagens a outros níveis fundamentais, como “a expansão dos sectores do lazer e do turismo numa zona em forte depressão demográfica”, mas também “ao nível do abastecimento de água ao Concelho de Mação, que tem uma necessidade urgente de construir uma barragem para esse fim”, conclui José Calmeiro.


Jornal Reconquista

publicado por Bocas-Verdes às 22:31
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