Domingo, 14 de Janeiro de 2007

A história dos Templarios ou Hospitalários na nossa zona em Portugal é pouco conhecida.

100px-PortugueseFlag1495.png torre templaria zzz-torre templaria.jpg zz-templarios.jpg window 180px-Templarius sign.jpg zzzzzzzzzzzzzzzzz25 plans180px-CrossPatheeDome.jpg zzzzzzzzzzzzzzzzzz250px-Templars_Burning.jpg zzzzzzzzzzzzzzzzzzh21.gif zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzh22.gif zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzh23.gif zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz250px-Tomartemplarschurch2.jpg zzz- templarios.jpg

Bem Vindo à Região dos Templários! Aqui se fez a História de Portugal e do Mundo. Em TOMAR, FERREIRA DE ZEZERE, VILA DE REI, MAÇÃO, SERTÃ, OLEIROS e PROENÇA-A-NOVA era a rota dos Templários.

zzzzzzzzzzzzzzzzzcruzadah4.gif Dos Templários ao Barroco, passando pelos Descobrimentos henriquinos e pelo período áureo das riquezas do Oriente, materializando-se em expressões únicas do Manuelino e Renascimento. A Ordem dos Cavaleiros Templários foi instituída em 1119 por Hughes de Payns, com a anuência papal de Urbano II, tendo como objetivo dar segurança aos lugares e templos sagrados de Jerusalém, que havia sido conquistada em 1099 pela primeira cruzada. zzzzzzzcruzadah5.gif Em 1127, o Rei de Jerusalém, Balduíno II, pediu ao Papa, sanção papal para a nova Ordem dos Templários, e solicitou-lhe para definir a regra para a vida e conduta de seus membros. Regras e normas foram dadas e a Ordem dos Cavaleiros Templários passou a ser mais do que uma instituição militar, passou a ser uma ordem de Monges Guerreiros de Cristo. Votos de castidade, benção de armas e promessas de descanso eterno, caso morressem na batalha, eram algumas das indulgências concedidas aos cavaleiros de Cristo. Nesses cavaleiros estava incutida a idéia de que matar em nome de Deus era justificável e de que morrer por Ele, santificável. Parece que o Papa, para poder atingir mais facilmente seus ideais, usou a mesma filosofia islâmica da Jihad ou guerra santa, mas com uma roupagem ideológica cristã. O abade de Clairvaux, apoiado pelo papa, desfilou um discurso acalorado em favor dos Cavaleiros Templários dando-lhes autoridade para matar em nome de Deus: "Na verdade, os cavaleiros de Cristo travam as batalhas para seu Senhor com segurança, sem temor de ter pecado ao matar o inimigo, nem temendo o perigo da própria morte, visto que causando a morte, ou morrendo quando em nome de Cristo, nada praticam de criminoso, sendo antes merecedores de gloriosa recompensa... aquele que em verdade, provoca livremente a morte de seu inimigo como um ato de vingança mais prontamente encontra consolo em sua condição de soldado de Cristo. O soldado de Cristo mata com segurança e morre com mais segurança ainda... Não é sem razão que ele empunha a espada! É um instrumento de Deus para o castigo dos malfeitores... Na verdade, quando mata um malfeitor, isso não é homicídio... e ele é considerado um carrasco legal de Cristo contra os malfeitores" (01). Pouco tempo depois, no Concílio de Toeis, foram redigidos os estatutos dos templários, imitando a ordem de São Benedito, porém os cavalheiros eram de precária religiosidade, quebrando em pouco tempo todos os votos, incluindo os de pobreza e castidade, tendo como alegação a riqueza e o harém de Salomão. Um grande número de burgueses se alistou na ordem, e a religiosidade acabou cedendo lugar ao orgulho, avidez, luxúria, mas sem jamais deixar de defender o papado que lhes deu total liberdade. O Declínio dos Templários zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzMolay.jpg Foi no início do século XIV que, com a liderança de Jacques de Molay a Ordem entrou num período de acusações e decadência, culminando com sua extinção. Isso porque, independente do país onde estavam instituídos, os Templários somente reconheciam a autoridade do Papa. Conseqüentemente, os reis de diversos países em que os Templários habitavam consideravam a ordem com antipatia e desdém. Em 1307, o rei francês Filipe IV, o Belo, colocou seus olhos no tremendo poder político e nas riquezas dos Cavaleiros Templários franceses. Portanto, ele decidiu planejar como derrubar a ordem e confiscar suas riquezas. O rei infiltrou doze de seus homens em diversos comandos dos Templários, esses espiões serviram bem ao rei em seu plano de destruir os Cavaleiros Templários. Quando o rei atacou na alvorada do dia 13 de outubro de 1307, ele estava bem preparado com uma lista de crimes dos quais os Templários seriam acusados. Estas foram algumas das acusações: Heresia contra a Igreja Católica Romana; Adoração a objetos satânicos; Rejeição de Jesus Cristo, exemplificada por rituais onde se cuspia e pisava-se na cruz; Sodomia e outros atos de homossexualidade. zzzzzzzzgay180px-Templar.jpg Em toda a história, essas acusações são comuns contra ordens que exigem o celibato. O celibato entre homens comumente resulta em práticas homossexuais. Além dessas acusações, os Templários confessaram a adoração de um ídolo barbudo, aparentemente uma cabeça, a quem chamavam de Baphomet. Mas quem seria esse ídolo? Algumas fontes afirmam o seguinte: "O símbolo do Baphomet foi usado pelos Cavaleiros Templários para representar Satanás. O Baphomet representa os poderes das trevas combinados com a fertilidade do bode. Em sua forma 'pura', o pentáculo é mostrado envolvendo a figura de um homem nos cinco pontos da estrela - três pontas para cima e duas pontas para baixo, simbolizando a natureza espiritual do homem." (02) "Baphomet: o bode que era o ídolo dos Templários... Algumas autoridades afirmam que Baphomet era uma cabeça monstruosa, outros que era um demônio na forma de bode.... Uma figura mágica e panteísta do Absoluto. A tocha entre os dois cifres representa o equilíbrio e a inteligência da tríade. A cabeça do bode, que é sintética, inclui algumas características do cachorro, do touro e da mula... As mãos são humanas... elas formam os sinal do esoterismo em cima e embaixo, para transmitir mistério aos iniciados... e apontam para duas luas crescentes... A parte inferior do corpo está coberta... A barriga do bode é bem proporcional... O bode tem seios femininos.... Em sua fronte, entre os chifres e abaixo da tocha, está o sinal do microcosmo, ou o pentáculo com uma ponta na ascendente..."(03). Mesmo sem ignorar a perseguição política e os interesses comerciais do Rei Felipe, todas as conjecturas apontam para um desvio profundo da primordial vocação ideológica e religiosa que tinham os Templários. Agora eles haviam se tornados esotéricos e defendiam um sistema de doutrina religiosa bizarra, uma mistura de esoterismo, cabala, cristianismo, judaísmo, islamismo... Enfim, em uma salada bem confusa se tornaria a Ordem dos Templários que chegaria, oficialmente, ao seu fim com a sua extinção pelo papa Clemente V em 1313. O Renascimento dos Templários e a Maçonaria "É provável que a Ordem dos Templários tenha funcionado por algum período na clandestinidade, com seus membros reunindo-se secretamente... Uma das causas de sua subsistência talvez tenha sido a manutenção de atividades secretas, hipótese levantada por alguns historiadores... Não seria surpreendente constatar-se o funcionamento de ordens esotéricas com raízes no movimento dos Templários. Independente de como isso se deu, o fato é que existem algumas organizações que se consideram descendentes diretas da Ordem dos Templários de Jerusalém... Entre essas organizações está a maçonaria... Contudo, nem todos os maçons são Templários. O Templário é apenas uma parte da estrutura maçônica conhecida... Por isso mesmo, assume-se como organização fraternal cristã, fundada no século XI..." (adaptado - 01) Alguns historiadores acreditam que os Cavaleiros Templários escaparam das perseguições do rei Filipe IV de França e do Papa Clemente V, fugindo para a Escócia e para a Inglaterra, e renomeando o grupo para Maçonaria. A fundação da Grande Loja Maçônica, em 1717, seria o restabelecimento dos Templários. Sobre a Maçonaria, alguns estudiosos afirmam que ela está ligada às lendas de Ísis e Osíris, do Egito; ao culto a Mitra, vindo até a Ordem dos Templários e à Fraternidade Rosacruz entre outros elementos. Conclusão: Nosso objetivo, ao descrevermos sobre a Ordem dos Templários, é para esclarecermos três pontos: Primeiro, como os Católicos Medievais absorveram a ideologia Islâmica da Jihad, matando e guerreando de maneira fanática e sem critérios cristãos, visando atingir objetivos de papas e reis. Segundo, para mostrar o desvio dos Templários em sua ideologia religiosa, criando uma religião particular de cunho extremamente duvido. E por último, questionar como a Maçonaria, que se arvora mais como movimento filosófico do que religioso, pode se orgulhar de ter em sua etimologia um movimento execrado até pelas instituições medievais.


 


A história dos Hospitalários em Portugal é pouco conhecida, já que em 1662 o exército espanhol, comandado por D. João de Áustria, destruiu a vila do Crato e os arquivos da Ordem. Cerca de 1120 a rainha D. Teresa doou uma propriedade entre Oliveira e Bobadela à Ordem dos Hospitalários, uma etimologia de Oliveira do Hospital. Existe correspondência de 1122 entre o bispo Hugo do Porto e o Mosteiro de Leça. Entre 1122 e 1128 D. Teresa cede à Ordem a sua primeira casa capitular, o Mosteiro de Leça do Bailio. A outorga, em 1140, de uma carta de couto e privilégios por D. Afonso Henriques, 12o Grão-Mestre da Ordem atesta essa doação anterior e a importância dada à Ordem. O seu primeiro Prior terá sido um irmão do Rei. O Mosteiro de Leça do Bailio é considerado um dos melhores exemplares arquitectónicos existentes, no país, de transição do estilo românico para o gótico, com origem anterior ao séc. X. Foi neste Mosteiro que o rei D. Fernando casou com D. Leonor de Teles. Em 1160 é conquistada a região do Ocrato ou Ucrate aos mouros por D. Afonso Henriques. D Sancho I toma Silves em 1189, com a hoste do alferes-mor D. Mendo de Sousa, o Sousão, e os monges do Templo, do Hospital e de Calatrava. Em 1194,a 13 de Junho, ocorre, por parte de D. Sancho I e D. Dulce, a doação "para sempre" das "terras de Guidintesta", no actual concelho de Mação, à Ordem na pessoa do Prior do Hospital D. Afonso Pelágio, ou Afonso Paes, e que incluiam Amieira, Belver, Cardigos (antes propriedade dos Templários), Carvoeiro, Sertã (que tem uma história bastante rica e complexa), Envendos (que fundaram, e lhes foi tomada em 1522 por D. João III a pedido do Papa), Oleiros, Gáfete, Tolosa, talvez também Pedrogão Pequeno e Proença-a-Nova, que também foram propriedade da Ordem. A injunção real era que nelas fosse construido um castelo, que viria a ser, entre outros, Belver, cujo nome foi dado pelo próprio Rei. Em 1210 o Castelo de Belver zzzzzzzzzzzzzzzzzzz250px-Castelo_Almourol_Portugal_1.jpg já estariam terminado ou, pelo menos, bastante adiantado, pois já se encontrava activo, e assim continuou pelo menos até 1580, em que alinhou, necessariamente, ao lado do Prior do Crato contra Filipe II. Note-se que a Ordem, em Portugal, foi sempre dependente do Grão-Comendador de Castela. O Bispo D. Sueiro toma Alcácer do Sal em 1217 com uma frota cruzada e 500 freires Templários, Espatários e Hospitalários, além das lanças dos ricos homens de Portugal e Leão. D. Sancho II, à frente da sua hoste e dos Hospitalários, atravessa o Guadiana em 1232, em marcha sobre Moura e Serpa, que se rendem. Na seguinte expedição, a quarta no Alentejo, o castelo de Mértola é tomado aos Mouros e doado aos Hospitalários. Em agradecimento pela sua acção na Reconquista, o Rei D. Sancho II, em 1232, doou à Ordem a vasta região das Terras de Ucrate, o Crato, sendo Prior Mem, ou Mendo, Gonçalves, que iniciou a construção do castelo. Durante a reconquista do Algarve, a 9 de Março de 1249 os Mouros abandonam Faro, ataque em que participaram as Ordens de Santiago e Calatrava. A 29 de Março, o Comendador Gonçalo Magro fazia capitular Albufeira. Porches e outros lugares fortes a oeste de Faro renderam-se no dia seguinte. Entretanto, os Hospitalários, dos seus castelos de Moura, Serpa e Mértola, saem, aumentando as conquistas entre o Guadiana e o Odiel, metendo adentro do condado de Niebla, até Aracena e Aroche. Frente à situação, a forte praça de Silves rende-se por fim sem combate. Com a ocupação desses últimos castelos consumava-se a conquista militar do Algarve. Queijada, nas margens de um afluente do Lima e de orago S. João Baptista, foi uma das freguesias do julgado medieval de Penela, com a de Boalhosa, que em vários aspectos lhe andou ligada. Já em 1258 era couto da Ordem do Hospital, por padrões, e uma abadia particular, de que o rei não era padroeiro, talvez por ter origem em igreja própria ou, então, porque pertença da Sé de Braga. Há notícia de que os capítulos Gerais da Ordem do Hospital dos anos 1260 e 1261 se terão realizado no Convento do Mosteiro (povoação a 7 Km de Oleiros). Das Inquirições de 1290, sabe-se que esta freguesia (Queijada) era um dos lugares da Ordem do Hospital "de que el-rei há de haver colheita uma vez no ano, quando aí for, ou o infante" - o que recebia "em Marrancos, e em Queisada, e em Poiares de Canelas", nos quais e em Sertã "hão de dar quanto cumprir a el-rei" de colheita. Com a vizinha freguesia de Boalhosa, constituía de facto a de Queijada um único couto, da ordem dos Hospitalários, que nenhum outro foro davam à Coroa, a não ser um ovo por mês ao casteleiro (de Penela). O couto de monte dos Francos entrou posteriormente na comenda de Chavão, da já citada Ordem do Hospital. No Crato, no Séc. XIII, foi também construída uma Igreja Matriz. Vera Cruz de Marmelar, 15 km a sul de Portel, foi fundada nos finais do Séc. XIII por D. Afonso Pires Farinha, que participou na 7a. Cruzada a Jerusalém, de onde trouxe a relíquia guardada na capela esquerda. Foi construida sobre um mosteiro visigótico, de que restam as capelas colaterais da cabeceira. No tempo de D. Afonso IV, por volta de 1336 a 1341, sendo Prior da Ordem D. Álvaro Gonçalves Pereira, o prolífico pai do Condestável e mais 31 filhos de diversas mulheres, foi a sede transferida de Leça, ou de Belver, para o Crato, passando D. Álvaro e os seus sucessores a usar o titulo de Prior do Crato em vez de Prior do Hospital. Datado de 1341 existe um documento que prova a intenção de D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem, fundar uma capela no termo do Crato. Para instalação da ordem, mandou edificar no sitio da Flor da Rosa - arrabaldes do Crato - o mosteiro, que passou a ser, desde então, a casa-mãe daquela ordem em Portugal. Segundo a lenda, o Mosteiro da Flor da Rosa, nome de inspiração alquímico-templária, terá sido construído ali por virtude de manifesta vontade do Espírito Santo. Efectivamente, no seu regresso de Jerusalém, alguns peregrinos, acompanhados por cavaleiros da Ordem de Malta, transportavam no dorso de uma mula, uma relíquia sagrada trazida da Cidade Santa, destinada a uma igreja do norte de Portugal. Quando a caravana se deteve naquele lugar, junto a uma antiquíssima fonte-cisterna que ali existe, a mula que transportava a relíquia recusou-se a prosseguir caminho, nada a demovendo, pois no auge do incitamento que lhe faziam para prosseguir viagem, a mula caiu morta, o que foi compreendido como sinal da vontade divina. O complexo monumental do Mosteiro de Flor da Rosa foi começado a erguer no século XIV, e era, originalmente, uma igreja fortaleza conventual. Trata-se de uma arquitectura religiosa, civil e militar, gótica, manuelina, mudbjar, renascentista, contemporânea (a Pousada). O complexo é composto por três edificações distintas, que se interpenetraram ao longo do tempo: paço acastelado gótico, ampliado na centúria de quinhentos, que lhe conferiu o prospecto actual renascentista e mudejar; igreja-fortaleza gótica e manuelina, de nave única de grande altura e largo transepto e cabeceira pouco profunda; e dependências conventuais renascentistas e mudejares. Assim se estabeleceu aqui a capital do priorado, que possuía 23 comendas, com terras e termos e coutos. O rendimento anual do priorado, no século XIV, era de 45 contos de rubis, uma fortuna. Nas Terras de Guidintesta, Amieira do Tejo fica situada junto do Tejo, na meia ladeira de uma colina. A povoação está aglomerada em redor de um belo Castelo, bem conservado, de quatro torres ligadas por muralhas, excelente espécime da arquitectura militar trecentista, integrado na linha defensiva da margem sul do Tejo, mandado edificar em 1350 por D. Álvaro Gonçalves Pereira, que lá foi morrer. Junto ao rio, fica o local onde existiu a tão falada "Barca da Amieira" que fazia a ligação entre as duas margens, e que, desde que transportou a Raínha Santa (no seu enterro?) nunca mais sofreu nenhum acidente. A conclusão da Flor da Rosa e a fundação do Paço do Crato são, tradicionalmente, colocados em 1356. Datadas de 1358 e 1359, existem cartas de D. Pedro I, provando que se estavam a fazer "cauas & barbacas, em cada uma das Villas do Crato e da Amieira". O Condestável D. Nuno Ávares Pereira manda reedificar o castelo de Belver em 1390. Em 1512 D. Manuel concede novo Foral ao Crato. D. Manuel e D. Leonor, em 1518, e D. João III e D. Catarina, casam no castelo do Crato. A Ordem tinha fratrisas que envergavam o hábito mas viviam em casa, mas não freiras. Em 1519, Isabel Fernandes funda em Évora o primeiro convento. Em 1527 o Infante D. Luís, Prior, assume a administração dos bens da Ordem de Malta e decide fundar um colégio de teologia para trinta religiosos no Mosteiro do Crato, o que é atestado pelas ampliações manuelinas, mas que nunca chegou a funcionar. Também transfere o convento de Évora para Estremoz. D. António, Prior do Crato, foi 180 Rei de Portugal em circunstâncias difíceis e por cerca de mês e meio, em 1580, desde 19 de Junho de 1580, data da sua aclamação em Santarém, até à derrota de Alcântara, a 25 de Agosto seguinte. Filho do infante D. Luís e de Violante Gomes, plebeia, e sobrinho do Cardeal D. Henrique. É obrigado a suceder a seu pai no Priorado do Crato, mas na mesma altura decide romper com a carreira imposta. Já diácono e Prior, recusa a ordenação e passa ao século. Por esse motivo, o seu tio Cardeal D. Henrique manifestava-lhe declaradamente ódio, que o leva a exilar-se em Castela durante a menoridade de D. Sebastião. Com a subida ao trono deste, é Governador de Tânger. Em 1578, já desligado das funções religiosas, participa na Batalha de Alcácer Quibir, onde é feito prisioneiro e depois resgatado. Considera-se herdeiro na crise dinástica de 1578-80 e, modernamente, com legitimidade. Baseava a sua candidatura na situação de filho legitimado do infante D. Luís, segundo filho de D. Manuel, e por não haver descendentes directos de D. João III. Mas havia que provar o matrimónio secreto de seus pais. Em processo D. António obtém uma sentença favorável, mas a intervenção pessoal do cardeal-rei D. Henrique, culmina numa nova sentença, desfavorável. Com a morte do cardeal, as tropas filipinas entram em Portugal. Os partidários do Prior do Crato aclamam-no rei em Santarém; Lisboa e Setúbal recebem-no vibrantemente e quase todos os burgos do reino alinham a seu lado. Mas, não dispondo de exército organizado, nem de recursos, é derrotado na batalha de Alcântara pelo exército castelhano. Consegue fugir com dificuldade para o estrangeiro onde, nas cortes de França a de Inglaterra, procura obter auxílio para lutar contra Filipe II. Manteve luta armada contra Filipe II, nos Açores (1582-1583) e em Lisboa (1589). Vivendo miseravelmente em França, a expensas de Catarina de Médicis, resolve passar à corte de Isabel I pedindo novo auxilio.

Os ingleses, como represália contra o ataque da Invencível Armada, resolvem enviar a Portugal uma esquadra, comandada por Drake. D. António desembarca em Peniche mas sofre novo desaire. Regressa a França e, depois de ter conseguido um novo auxílio de Henrique IV, morre em Paris de uma crise de uremia, sem realizar o projecto por que tanto lutou. Em 1615, o arquitecto Pedro Nunes Tinoco faz o levantamento arquitectónico dos "Paços da Frol da Rosa" e refere que estavam ruinosos e desabitados; As fortificações do Crato são reabilitadas em 1642, face às novas tecnologias de guerra (construção de plataformas para a instalação de artilharia), transformando-se o castelo em fortim abaluartado. A 29 de Outubro de 1662 dá-se a tomada do Crato pelo exército espanhol comandado por D. João d'Áustria e destruição das fortificações e do cartório do Priorado, com perda total da documentação. Em 1778 são confirmadas à Ordem, por alvará, todas as posses de bens de raiz, dadas as dificuldades que a Ordem atravessa. Estes eram muitos, sobretudo com muitos bens dispersos no Centro e Norte, mas nunca foram tantos como os dos Templários. Em 1789 os bens da Ordem de Malta transitam para a Casa do Infantado, que é extinta em 1834, bem como os conventos religiosos, sendo então o Infante D. Miguel o Grão Prior. Em 1798 Bonaparte toma Malta. A 17 de Janeiro de 1897 desaba a cabeceira da Igreja do Mosteiro da Flor da Rosa. Em 1899 forma-se a Associação de Cavaleiros Portugueses da Ordem Militar e Soberana de Malta.


Grão-Mestres Portugueses


 





D. Afonso Henriques, 12º Grão Mestre, 1203-6

Luiz Mendes de Vasconcellos 55º Grão- Mestre, 17/Set/1622 - 7/Mar/1623

António Manoel de Vilhena 66º Grão-Mestre 19/Jun/1722 - 10/Dez/1736. Rico e amável mas firme aristocrata de ascendência real. A inscrição no seu magnífico mausoléu em S. João afirma "não foi eleito, nasceu príncipe". Era benevolente e popular. Para fazer face à necessidade de alojamentos em La Valetta fez os planos para a construção de um subúrbio, Floriana, onde está a sua estátua fora dos Jardins Maglio. Construiu o Forte Manoel no ribeiro de Marsamxett e o Teatro Manoel, considerado o segundo mais antigo na Europa, e ainda activo. Autorizou o uso de cadáveres em demonstrações de cirurgia.


Manoel Pinto da Fonseca, 68º Grão-Mestre, 18/Jan/1741 - 23/Jan/1773. Não foi muito popular e fez muitos inimigos durante o seu reinado. Criou títulos nobiliárquicos novos com que melindrou os nobres mais antigos de Malta, e impôs taxas injustas. Ofendeu o Clero expulsando os Jesuítas, e tinha o ódio dos cavaleiros, que esperaram longamente pela sua morte. No entanto amava La Valetta.
      Terminou a construção do Albergue de Castela, o mais imponente e um dos mais importantes edifícios da cidade, começado em 1574 por La Cassière e tem o seu busto na fachada. Enriqueceu a Igreja do Convento e construiu bom número de lojas na marina que tem o seu nome. Fundou a Universidade de Malta. Quando morreu foi posto num dos mais belos monumentos de S. João, que tem um admirável retrato seu em mosaico.


 





Apêndices


Cronologia
1048: Mercadores de Amalfi obtem permissão muçulmana para construir hospital em Jerusalém para peregrinos pobres ou doentes.
1070: +-:A Ordem de São João (Hospitalários) originou-se como um hospital beneditino para peregrinos nas vizinhancas do Santo Sepulcro e foi fundada por volta de 1070 por comerciantes de Amalfi.
1098: Reinos de Jerusalém, Condado de Edessa, Principado de Antioquia, Condado de Tripoli.
1100: Fundação da Ordem dos Hospitalários (Cavaleiros do Hospital de S.João de Jerusalém).
1113: Hospitalários adoptam como principal finalidade luta por Jerusalém. Pascoal II aprova ordem fundada em Gerardo (+1121).
1113 Primeiro privilégio papal para o Hospital de S. João
1118: Fundação da Ordem dos Templários
1120: +-:Estatuto dos Hospitalários. Raimundo de Puy reorganiza instituição de 1048 como ordem religiosa votada a castidade, pobreza e protecção dos lugares santos. Calixto II aprova Ordem dos Hospitálarios.
Circa 1120: Por iniciativa de Raimundo de Puy, Hospitalários transformam-se em ordem militar destinada a protecção do Santo Sepulcro.
1128: Fundação da Ordem Teutónica (Deutsches Ritter) ou do hospital para cruzados alemães em Jerusalém.
1142: O Krak dos Cavaleiros, em Acre, foi reconstruido na sua maior parte pelos Hospitalários, que o tiveram desde 1142 até à sua queda em 1291 quando tomado pelos Muçulmanos.
1148: Ataque a Damasco
1187: Batalha de Attin, queda de Jerusalém e mudança da sede para Acre
1187: (2/10): Melik el-Afdal (+1225), Sultão Ayubita do Egipto, Síria e Mesopotâmia, filho de Saladino, vence Templários e Hospitalários em Tiberíade.
1190: Germânicos da Palestina, ajudados por uns poucos da pátria, fundam a Ordem dos Cavaleiros Teutónicos e estabelecem hospital perto de Acre.
1191: Ricardo Coração de Leão toma S. João de Acre mas abandona-a antes do fim do ano por desentendimento com os restantes cruzados.
1192: Aconselhamento de Ricardo I de Inglaterra contra atacar Jerusalém.
1218: Tomam parte no cerco de Damietta que é tomada no fim do ano seguinte.
1229: Frederico II da Suábia obtem pacificamente Jerusalém do Sultão do Egipto.
1246: Os muçulmanos retomam Jerusalém. O Grão-Mestre Guilherme de Chateuneuf é aprisionado.
1255: Génova e os Hospitalários contra Veneza e os Templários disputam Acre (Tolemaida) entre si. 20 mil cristãos morrem numa batalha.
1270: A enérgica acção de S.Luis põe fim às lutas entre Templários e Hospitalários
1271: Juntam-se a Eduardo (mais tarde Eduardo I) na cruzada Inglesa.
1289: Envolvem-se na mal sucedida defesa de Tripoli.
1291: (5/4):Henrique II, rei de Chipre e de Jerusalém, Guilherme de Beaujeu, e Jean de Villiers (Grão-Mestre Hospitalário) são cercados junto com 800 cavaleiros, 12 mil infantes e 30 mil civis. Última praca. (15/4):Guilherme de Beaujeau faz uma sortida mas fracassa ao tentar incendiar maquinas de guerra. Perda de Acre; saída para Chipre.
1306: Iniciam a invasão de Rodes.
1310: Uma cruzada Hospitalária consolida o controlo de Rodes.
1311: A Sede estabelece-se em Rodes.
1312: (2/5) A propriedade dos Templários suprimidos é dada aos Hospitalários por Clemente V. 1374 Empreendem a defesa de Esmirna.
1377 Achaea entregue por cinco anos aos Hospitalários. 1378 Mestre Hospitalário Juan Fernandez de Heredia capturado na Albânia.
1402 Dezembro: Esmirna tomada por Tamerlão.
1440-1444: Mamelucos atacam Rodes.
1480: Cerco de Rodes pelos Turcos.
1522: de Julho a 18 de Dezembro: Cerco de Rodes pelos Turcos.
1523: 1 de Janeiro: Deixam Rodes.
1530 23 de Março: Recebem Malta e Tripoli de Carlos V.
1535: Carlos V participa na tomada de Tunis.
1540: Confisco da propriedade Hospitalária em Inglaterra.
1551: 14 de Agosto: Rendem-se aos Turcos em Tripoli.
1565: 19 de Maio a 8 de Setembro: Grande cerco de Malta pelos Turcos.
1571: Fazem parte da força naval papal na Batalha de Lepanto.
1614: Ataque dos Turcos a Malta.
1664: Atacam Argel.
1707: Ajudam a defender Oran.
1792: Confisco da propriedade Hospitalária em França.
1798: 13 de Junho: Malta rende-se a Napoleão.

publicado por Bocas-Verdes às 18:19
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De Um irmão a 4 de Dezembro de 2009 às 12:36
Templários E Hospitaleiros.

Os Hospitaleiros não são Templários aquando da excomungação dos templários pelo papa Clemente V da igreja e consequente condenação dos irmãos obrigando-os a confessarem o que não haviam feito ( como ritos de adoração ao diabo ), a igreja decretou que todos os bens dos templários deveriam ser entregues a essa ordem dos hospitaleiros ( por forma aos bens e vasta riqueza dos templários caírem nas mãos da igreja claro está ). Aliás diz-se que o mito da Sexta feira 13 vem desses tempos o dia em que queimaram vivo o Grão Mestre Jacques de Molay - 13 de Outubro de 1307.
Em Portugal quem reinava era D Dinis(Lisboa 09.10.1261-Santarém, 7.1.1325) que não acreditando nas razoes da igreja acolheu os templários protegendo-os [ alguns historiadores dizem que foi para obter deles as artes da navegação e astronomia que mais tarde viriam a resultar nos grandes descobrimentos portugueses, realidade ou não vejam a cruz que está nas nossas caravelas e que ainda hoje podemos ver no exercito, marinha, camisolas da selecção nacional etc, também desses templários herdamos a arte da arquitectura gótica sendo Tomar ( cidade criada e sede dos templários em Portugal ) considerada hoje a capital do gótico..] e criando uma nova ordem a partir dos até então TEMPLÁRIOS a ”Ordem de Cristo" que recebeu em 1416 D. Infante de Sagres como Grão-Mestre, não deixando assim cair nas mãos da igreja os segredos dos Templários nem as suas riquezas. Portanto é favor corrigir ali o Templários OU Hospitaleiros ;)


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