Domingo, 16 de Dezembro de 2007

Abrantes: Deputado do PS diz que PIDDAC "é instrumento obsoleto"

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Abrantes, Santarém, 16 Dez (Lusa) - O deputado socialista Nelson Baltazar (PS) disse hoje à Agência Lusa que o PIDDAC é um "instrumento orçamental para desaparecer" por se tratar de um "instrumento obsoleto" em termos de orçamento. tamanho da letra ajuda áudio enviar artigo imprimir Em resposta a várias vozes que têm criticado a forte redução de investimentos via PIDDAC no distrito de Santarém, o deputado disse "quem quiser discutir hoje um orçamento à luz do Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Admnistração Central (PIDDAC) está ainda a pensar segundo a velha guarda". Esta declaração responde a um desafio lançado pelo deputado e líder distrital do PSD, Vasco Cunha, para esclarecimentos públicos do Governo sobre "o pior PIDDAC das últimas décadas". "Este é o pior PIDDAC de que há memória com um corte de 102 milhões de euros relativamente a 2006", disse à Lusa o deputado social democrata. Criticando o silêncio da distrital socialista sobre esta questão, Vasco Cunha considera este investimento público anunciado como "uma penalização histórica não havendo memória de pior dotação nas últimas décadas". Também o PCP teve uma reacção negativa ao PIDDAC 2008 para o distrito de Santarém considerando-o "profundamente negativo para a vida das populações". "Ao diminuir as verbas do PIDDAC para o distrito, passando de 207 milhões em 2001 para 48 milhões em 2008, o Governo PS/Sócrates adia a resolução de importantes problemas do distrito que, entretanto, se agravam", diz o PCP, em comunicado. O investimento zero anunciado via PIDDAC para os concelhos de Mação, Sardoal e Constância gerou fortes protestos por parte dos respectivos autarcas que o consideram de "fortemente penalizador". Saldanha Rocha (PSD), Presidente da Câmara de Mação, disse à Lusa que "não esperava" não ter verbas atribuídas via PIDDAC. "Zero euros é zero euros pelo que a variante à freguesia de Envendos e a construção do novo quartel dos bombeiros são projectos importantes que ficarão uma vez mais adiados". O Presidente da Câmara de Sardoal, Fernando Molerinho (PSD), disse por sua vez à Agência Lusa estar "preocupado" porque "sendo este um concelho de interior e com carências a vários níveis o poder central deveria pensar mais no nosso desenvolvimento e não se cingir a investimentos no litoral e nos grandes centros urbanos". Por sua vez António Mendes (CDU), Presidente da Câmara de Constância, disse à Lusa que "nunca ninguém espera ter pouca sorte na vida até porque pensámos que este ano chegaria a nossa vez". "Não podemos deixar de lamentar que por via PIDDAC não vejamos verbas para dar início a obras tão importantes como a remodelação do quartel da secção dos bombeiros de Santa Margarida ou o Centro de Dia de Montalvo", explicitou. Segundo disse à Lusa Nelson Baltazar, "existe um certo tipo de demagogia e aproveitamento político sobre esta matéria". "Hoje, o PIDDAC não representa mais de um vigésimo do investimento público na região uma vez que os os investimentos estruturantes passam a estar definidos nos planos de investimento de cada ministério, a quem é dada maior responsabilidade na gestão dos seus orçamentos", referiu o deputado socialista. "É através das regiões que se têm vindo a fazer os novos instrumentos de investimento e o PIDDAC está condenado a desaparecer por desnecessário". "O que fica hoje no PIDDAC é aquilo que já não se consegue pôr em mais lado nenhum, em que não é possível fazer programas e onde não é possível pensar politicamente as coisas". Segundo exemplificou à Lusa Nelson Baltazar, "Mação teve em 2006 cinco mil euros via PIDDAC mas recebeu investimentos na ordem dos 5 milhões. Salvaterra teve 20 mil euros por essa via mas acolheu 2 milhões de euros de investimento público". "O PIDDAC vai cair naturalmente para dar lugar a pensamentos de planeamento conjunto", disse. Ao todo está previsto um investimento de 48,4 milhões de euros via PIDDAC para os 21 concelhos do distrito sendo que o ano passado o montante era de 96 milhões e em 2006 era de 150 milhões. A par de Constância, Mação e Sardoal também os concelhos de Almeirim e Coruche não têm inscrita qualquer verba no OE 2008. MYF Lusa/Fim © 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

publicado por Bocas-Verdes às 19:14
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