Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Arsénio na água de nove concelhos do distrito

29 Nov 2007, 16:03h

No distrito de Santarém foram encontrados níveis de arsénio superiores aos 10 microgramas permitidos por lei em 16 zonas de abastecimento, distribuídas por nove concelhos. O da Chamusca é o que tem mais localidades afectadas: Vale de Cavalos, Chamusca e Parreira num total de 5.792 munícipes abrangidos pelos sistemas de abastecimento. O presidente da câmara, Sérgio Carrinho (CDU), diz estar atento ao problema e revela que o município está a fazer análises nos furos em causa e na rede para se apurar se o arsénio aparece na fonte ou se tem a ver com algum factor relacionado com a canalização. E promete resultados já em Dezembro, mas desde já vai dizendo que a situação em princípio implica a mudança dos furos para outras zonas. Alpiarça é um dos concelhos onde o problema persiste desde 2004. Na área da vila, nesse ano, as quatro análises feitas estavam todas em violação do valor máximo permitido, atingindo entre 11,3 e 22,3 microgramas por litro de água. No Casalinho o arsénio encontrado por litro de água foi de 19 microgramas. E no lugar de Frade de Baixo as duas análises realizadas indicavam respectivamente 12,6 e 14,9 mg/l. Já neste ano de 2007 os níveis voltaram a disparar, tendo-se registado nas mesmas zonas valores que oscilam entre os 11 e os 14 microgramas por litro. A maior parte dos municípios afectados situa-se a sul do distrito, como é o caso de Coruche (localidades de Couço e Courelinhas), Salvaterra de Magos (Glória do Ribatejo), Benavente (Porto Alto) e Rio Maior (Rio Maior e Vivenda). A norte registaram-se incumprimentos em Mação (Vales e Queixoperra), Ourém (Fátima e Caridade) e Abrantes (S. Miguel do Rio Torto).

O MIRANTE.
publicado por Bocas-Verdes às 06:50
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

A extinção do mundo rural

Portugal deixou de ser um país rural. Se esta ideia já era uma percepção muito enraizada, concretizou-se estatisticamente apenas na década de 90. Em 1991, o recenseamento geral da população ainda revelava que uma ligeira maioria dos portugueses – cerca de 52 por cento – vivia em aglomerados com menos de dois mil habitantes. Dez anos depois, reduziu-se, pela primeira vez na história do país, para uma posição minoritária de 45 por cento. Na última década, Portugal assistiu impávido a um dos maiores êxodos rurais de que há memória. Cerca de um milhão de portugueses, em apenas uma década, optaram por abandonar aldeias para rumar até às vilas e cidades. Os aglomerados populacionais com mais de dois mil habitantes registaram um ritmo de crescimento quatro vezes superior ao crescimento global da população.
Em termos populacionais, a macrocefalia bicéfala – ou se calhar, acéfala – formada pelas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, acentuou-se, concentrando-se aí cerca de 60 por cento da actual população portuguesa. E a litoralização populacional é outra das imagens de marca do país. Cerca de 80 por cento da população portuguesa e três quartos das localidades estão encaixadas na estreita faixa costeira que se estende do Minho-Lima até à Península de Setúbal. Se acrescentarmos o Algarve chega-se quase aos 85 por cento. Os 23 concelhos com mais de 100 mil habitantes – todos na faixa litoral, dos quais apenas três (Coimbra, Feira e Leiria) não pertencem aos distritos de Lisboa, Porto, Braga e Setúbal – possuem 40 por cento das “almas lusitanas” apinhadas em menos de quatro por cento da área do país.
Neste cenário, se Portugal fosse uma jangada já se tinha virado, transformando-se numa Atlântida. Não a sendo, também não está muito longe de um “naufrágio”. Como se um “buraco negro” insaciável se tivesse criado no litoral do nosso país, a população portuguesa está a transformar o interior num autêntico deserto. Como se a democracia necessitasse de “matar” o mito da ruralidade defendida pelo Estado Novo e que vem desde a monarquia. Actualmente, os distritos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Guarda, Vila Real e Beja têm menos população do que há um século atrás, quando Portugal tinha então cerca de metade dos habitantes.
A actual sangria demográfica do interior do país não é um problema inédito nem recente da história contemporânea de Portugal. Os distritos de Beja, Castelo Branco, Guarda e Portalegre vêem desaparecer habitantes paulatinamente, década após década, desde os anos 50. E os distritos de Bragança, Évora, Vila Real e Viseu perdem população desde a década de 60, embora os três últimos tenham registado uma pequena correcção na ressaca da democracia e devido ao regresso das ex-colónias. Contudo, os fenómenos que justificam esta fase mais recente do processo de desertificação do mundo rural são distintos dos que concorreram para os processos análogos dos anos 50 e 60 e dos da segunda década do século XX. Sobretudo ao nível das causas: já não são conjunturais, passaram a ser estruturais.
Na segunda década do século passado, as epidemias de gripe pneumónica – que matou cerca de 103 mil pessoas em 1918 e 1919, ou seja, quase cinco por cento da população dessa época –, a Primeira Guerra Mundial e alguns fenómenos de emigração foram factores que estiveram na base de perdas populacionais significativas no mundo rural. Durante aquela década, por exemplo, o distrito de Bragança perdeu 11 por cento dos seus habitantes. Nessa altura, Lisboa, Porto e a emigração para a América do Sul começavam a ser um dos principais destinos dessa população.
Na década de 60, foi a pobreza do meio rural e também uma ainda mais forte emigração para o estrangeiro – em parte também devido à repressão política – que estiveram na base do êxodo rural. Nessa década Portugal perdeu dois por cento dos seus habitantes, embora os distritos de Lisboa e Porto até tenham aumentado a sua população em mais de 10 por cento. O interior só tinha um sentido: o estrangeiro ou a grande cidade. Por isso, todos os seus distritos, sem excepção, registaram nos anos 60 perdas populacionais entre 15 por cento e 26 por cento.
Entretanto, a democracia chega e a esperança no país renasce. Mas enganou-se quem esperava que o regresso dos então chamados retornados, dos exilados políticos e a estabilização da democracia – que, aliás, culminou num pequeno “baby-boom” – trouxessem um novo alento ao país, em geral, e ao interior, em particular. Contudo, não só o Alentejo continuou a perder população, como nos anos 80 se lhe juntou todo o resto do interior. E quando todos estavam preocupados com a desertificação alentejana, silenciosamente o fenómeno estava a ser ainda mais dilacerante na região de Trás-os-Montes e Beira Interior. Desde 1981, os distritos de Bragança, Vila Real e Guarda tiveram um decréscimo populacional de 19 por cento, 15 por cento e 13 por cento, respectivamente. Isto é, superior aos dos distritos alentejanos: Beja, com uma redução de 14 por cento, Portalegre de 11 por cento e Évora de quatro por cento.
Actualmente, nos 118 concelhos dos distritos mais deprimidos do continente português – Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Guarda, Portalegre, Vila Real e Viseu – apenas vive cerca de 15 por cento da população nacional, apesar de ocuparem quase 60 por cento do território. Estes distritos perderam, no conjunto, aproximadamente 250 mil habitantes em duas décadas. Isto quando, durante o mesmo período, a população nacional cresceu quase seis por cento. Por isso, se a causa das sangrias populacionais da década de 10 e de 60 do século passado foram a doença, a pobreza e a repressão política, a das últimas décadas só pode ter sido uma: irresponsabilidade política.

Interior vazio

Custa, de facto, a acreditar que na segunda metade dos anos 80 e em toda a década de 90, com tantos mil milhões de euros de investimentos da União Europeia, se tenha chegado a este ponto. A fixação das populações rurais é um logro e as promessas de criação de emprego no interior está nos “neurónios” mais remotos dos políticos e decisores. Em Portugal, esqueceu-se que o país tem 92 mil quilómetros quadrados.
O cenário que o país apresenta no mundo rural é, de facto, arrepiante. Dos 122 concelhos que perderam mais de 10 por cento de população desde 1981, apenas cinco estão a menos de 50 quilómetros do mar. E mesmo estes – Lisboa, Porto, Barreiro, Alcoutim e Monchique – são casos bicudos, como noutros capítulos se referiu. Existem mesmo casos dramáticos: Sernancelhe, Vimioso, Montalegre, Oleiros, Vinhais e Carrazeda de Ansiães perderam mais de um terço da população em apenas duas décadas.
Um olhar para a evolução demográfica do interior do país é bastante esclarecedora e permite, além disso, detectar um outro problema ainda mais grave: a morte irreversível das aldeias. Sobretudo as sedes de distrito exercem, cada vez mais, uma forte atracção sobre os concelhos vizinhos, significando isso que, além da perda populacional do interior, há um esvaziamento ainda mais expressivo nos pequenos concelhos. Em 1981 existiam 89 municípios com menos de 10 mil habitantes, dos quais 19 não ultrapassavam os cinco mil. Duas décadas depois, são já 109 e 32, respectivamente. As freguesias com menos de 200 habitantes passaram de 220, em 1991, para as actuais 331.
São poucos os concelhos do interior que, não sendo sedes de distrito, evitaram sangrias populacionais, o que diz quase tudo sobre a vida no campo ou nas pequenas vilas. E mesmo sedes de distrito do interior não evitaram perdas. Por exemplo, no distrito de Bragança, todos os municípios viram diminuir a sua população nos últimos 20 anos. E em sete concelhos registaram-se mesmo perdas superiores a 25 por cento. No vizinho distrito de Vila Real, o principal concelho foi o único que ganhou população (cerca de seis por cento), mas a esmagadora maioria “mirrou” mais de 20 por cento.
Na Beira Alta, a Guarda também foi a única excepção da sangria populacional (ganhou nove por cento), num distrito em que quase todos os concelhos perderam mais de 10 por cento da população. No distrito de Castelo Branco – onde a maioria dos concelhos registou perdas demográficas superiores a 20 por cento – houve um caso curioso: Belmonte registou mesmo um ganho significativo (12 por cento), bem superior ao município albicastrense. Neste distrito, os concelhos do Fundão e Covilhã não conseguiram aguentar o declínio de uma indústria outrora pujante e também perderam população nas últimas duas décadas. Em Viseu, a história repete-se: além da sede de distrito, apenas Oliveira de Frades não perde população; o resto dos concelhos, quase sem excepção, perdeu mais de 10 por cento.
No Alentejo, o cenário também é negro, essencialmente nos distritos de Portalegre e Beja. No primeiro caso, Ponte de Sôr, sobretudo devido à indústria da cortiça, foi o único concelho que não perdeu população – embora com um ganho insignificante – e a maioria dos outros municípios registou decréscimos superiores a 20 por cento. No segundo distrito, Castro Verde foi a excepção – aqui por causa das minas de Neves Corvo –, mas com um mísero ganho absoluto de 131 pessoas em duas décadas. De resto, neste distrito, as perdas foram avassaladoras. Beja e Alvito foram os únicos concelhos que perderam menos de 10 por cento. Ao invés, o distrito de Évora até apresentou, na generalidade, alguns sinais de recuperação demográfica. Além do município de Évora, Vila Viçosa e Vendas Novas registaram ganhos populacionais e não houve nenhum concelho que tivesse uma perda superior a 20 por cento.
Torna-se interessante reparar que embora, no conjunto, o Alentejo continue a perder população, esse fenómeno está associado à elevada mortalidade dos mais idosos, que ainda não é “compensada” pela natalidade. Mas se, na última década, nenhum dos 47 concelhos desta região teve um saldo natural positivo, o processo migratório está mesmo a inverter-se: dois em cada três concelhos já registaram mais entradas do que saídas de população durante os anos 90.
A desertificação do mundo rural não está circunscrita aos distritos do interior. Basta ir para as zonas de serrania dos distritos de Coimbra, Leiria ou interior do de Santarém e observam-se também vários concelhos com perdas populacionais superiores a 20 por cento, sobretudo na zona central do país, num triângulo com os vértices em Góis, Pampilhosa e Mação, onde, aliás, se concentram os mais intensos e destrutivos incêndios florestais dos últimos anos. Saem as pessoas, entram os fogos. Decididamente, o mar deve ter um íman.
A uma escala mais micro, ao nível de freguesia, ainda se torna mais evidente a morte do mundo rural. Grande parte dos concelhos, mesmo pouco populosos e em forte contracção populacional, registam um fenómeno já bastante característico: as freguesias da sede do concelho até chegam a registar aumentos populacionais, enquanto as freguesias rurais sofrem uma razia. Veja-se, a título de exemplo, o caso do concelho de Bragança, que perdeu dois por cento da população nas últimas duas décadas. Nos anos 90 – em que até registou um ganho demográfico de dois por cento –, das suas 49 freguesias, 80 por cento perderam população, das quais duas dezenas mais de 20 por cento. Contudo, na cidade e em seu redor, os crescimentos populacionais foram significativos. A freguesia citadina da Sé registou mesmo um crescimento populacional de quase 30 por cento em apenas 10 anos.
Quase sem excepção, este é um fenómeno generalizado em todos os concelhos do interior. E, neste caso, nem é preciso fazer muitas contas para confirmar isto. O Instituto Nacional de Estatística publicou, em sete livros regionais, os resultados preliminares dos Censos que contêm mapas de todos os concelhos com a evolução de cada freguesia, utilizando cores. Em quase todos os concelhos do interior, as cores dominantes em todas as freguesias são o azul-escuro e o roxo – que significam perdas populacionais superiores a 10 e 20 por cento, respectivamente, com excepção de uma ou outra freguesia. Nesses poucos casos, a cor é quase sempre o vermelho vivo, que significa um crescimento populacional superior a 20 por cento. E depois confirma-se que essas freguesias são sempre as sedes de concelhos e zonas limítrofes.
Ora, isto tem um significado simples: o mundo rural ainda perde população a um ritmo muitíssimo superior àquele que se descortina pelos valores a nível concelhio. Note-se, por exemplo, a situação de Boticas, o concelho do país que registou maior quebra populacional nos anos 90. Embora tenha perdido quase 20 por cento da população a nível concelhio, a vila manteve-se estável. Significa isso que, em termos de balanço, os cerca de 1500 habitantes – ou seja, os tais 20 por cento – que este pequeno município transmontano perdeu em 10 anos viviam todos em pequenas aldeias. Cada vez mais envelhecidas.
De facto, basta visitar o interior do país e as aldeias. Quem ficou no mundo rural são, quase sempre, os idosos. E se alguns concelhos estão, neste aspecto, com uma pirâmide etária calamitosa, imagine-se então como estarão as suas aldeias. Encontrar gente nova em alguns concelhos do interior é como procurar agulha em palheiro. Em 2001, existiam 25 concelhos onde três em cada 10 dos seus habitantes estavam acima da idade da reforma. Um valor que é, sensivelmente, duas vezes superior à média nacional, que, diga-se, já não é um indicador apreciável.
No outro extremo etário, os jovens escasseiam nestas paragens. Existem mesmo concelhos que, sem exageros, caminham para a extinção humana. Os municípios de Idanha-a-Nova, Penamacor, Alcoutim e Vila Velha de Ródão – que tiveram perdas demográficas que rondaram os 30 por cento nas últimas duas décadas – têm actualmente uma desoladora pirâmide etária: cerca de 40 por cento de idosos e menos de 10 por cento de jovens com menos de 15 anos. Neste último concelho, por cada jovem, existem cinco velhos. E como já só existem pouco mais de quatro mil pessoas, está-se a ver qual vai ser o seu futuro.

Alma rural

Sem gente, ficam as casas. Embora por razões distintas, o interior do país rivaliza com o Algarve e outros concelhos do litoral num indicador: a percentagem de casas de segunda habitação. Das 26 freguesias que têm mais de 70 por cento das casas desocupadas na maior parte do ano, mais de metade são do interior, estando em pé de igualdade – embora por motivos obviamente distintos – com Armação de Pêra, Carvalhal (península de Tróia), Quarteira, Torreira ou Moledo. No concelho da Pampilhosa e Sabugal existem mesmo mais casas do que pessoas residentes.
Há outro aspecto em comum: a especulação. Nos últimos anos tem havido, de facto, uma corrida às casas de campo ou em pequenas aldeias, mesmo do interior mais profundo, por parte da população urbana, com os efeitos perversos que se imagina quando a procura é elevada. Desde a mais imponente herdade alentejana até à mais degradada casa do interior remoto, os preços colocados no mercado chegam a atingir preços completamente absurdos. É a alma citadina que ainda não se libertou da ruralidade, mas que não consegue mudar-se da urbe.
Num inquérito de 1997 do Observa – uma entidade ligada ao Instituto de Ciências Sociais e ao ISCTE – revelava o “corpo urbano” e a “alma rural” dos portugueses. Contrariando a tendência de migração para as Áreas Metropolitanas e cidades do litoral, os portugueses consideravam que se vive melhor exactamente nos sítios de onde mais saem: no campo e nas aldeias. Com efeito, cerca de 42 por cento dos portugueses dizia então que gostaria de lá viver, enquanto que apenas sete por cento mencionava, como locais preferenciais, as grandes cidades e somente quatro por cento a praia. No campo, as pessoas valorizavam, nesse inquérito, sobretudo a calma (26 por cento), a beleza e o aspecto saudável (23 por cento) e a proximidade com a Natureza (18 por cento). Em contraponto, num segundo inquérito do Observa, feito há cerca de dois anos, as pessoas que desejavam sair das grandes cidades apontavam, como factores principais, o excesso de agitação e o stress (quase 70 por cento), a poluição do ar, ruído e lixo (cerca de 60 por cento), a criminalidade e falta de segurança (quase metade) e o excesso de trânsito (42 por cento).
Perante tanta vantagem do campo e tantas desvantagens das cidades, quais são então os motivos por que a generalidade das pessoas estão onde não querem e não estão onde desejavam? Existem várias explicações, mas nada melhor do que aproveitar novamente os resultados do segundo inquérito do Observa. Colocada a questão sobre o que faltava ao campo ou à pequena cidade do interior para ser um local mais atractivo para se viver em permanência, a maioria dos portugueses não teve dúvidas: maiores oportunidades de emprego e garantia de serviços de saúde. No caso do emprego, os resultados dos Censos mostram mesmo uma situação dramática em algumas regiões do interior. Cerca de quatro dezenas de concelhos tinham taxas de desemprego superior a 10 por cento. E o desemprego feminino ainda era maior: cerca de 20 concelhos registavam taxas superiores a 20 por cento. Outros factores também apontados no inquérito do Observa eram a falta de estabelecimentos de ensino para todos os níveis (citado por 34 por cento das pessoas), as carências em termos de acessibilidades e de redes de transportes (cerca de 30 por cento) e a pouca oferta cultural e de lazer (quase 25 por cento). Faltou-lhes focar outros problemas, como a falta de saneamento em muitos dos pequenos concelhos e aldeias, bem como a fraca qualidade da água para consumo.

A lenta agonia

Com um sistema económico débil, uma indústria incipiente e em constante crise, sem condições dignas ao nível da saúde, educação e cultura, o interior está assim quase moribundo. Sem opções, com a crise na agricultura – trucidada que foi pela Política Agrícola Comum, onde só sobreviveram os grandes latifúndios –, a saída foi a única hipótese. Os sucessivos Governos não conseguiram ou nem quiseram – ou se calhar nem tinham essa noção – que a entrada de Portugal no espaço comunitário iria ter um impacte brutal na economia rural. E que se não fossem encontradas alternativas económicas, o mundo rural desertificava-se e definhava.
Deixou-se passar uma década e os resultados estão aí. O recenseamento agrícola de 1999 constatou uma diminuição de cerca de 183 mil explorações em relação à década anterior – um decréscimo de 31 por cento – e o desaparecimento de uma em cada três explorações com menos de cinco hectares. Em apenas uma década “desapareceram” quase 750 mil trabalhadores agrícolas, muitos dos quais sem alternativa de emprego no mundo rural ou citadino. Tanto mais que a população que trabalha na agricultura nacional tem ainda níveis de iliteracia assustadores: 34 por cento não têm qualquer nível escolar e outros 57 por cento não mais que o ensino básico.
Mas isto são problemas com quase nenhum peso político. Hoje, graças ao método de Hondt, o interior está também votado ao esquecimento político, por muito que os partidos e o Governo insistam em querer mostrar o contrário. O “interior político” tem uma voz cada vez mais sumida à medida que se transforma num deserto de pessoas e de ideias. Se Portugal fosse uma democracia em 1950, os deputados eleitos pelos oito distritos do interior do país ocupariam 27 por cento dos lugares do hemiciclo. A desertificação humana faz com que sejam, actualmente, apenas 16 por cento dos deputados da Assembleia da República.
De resto, sem excepção, os sucessivos governos da Nação preocuparam-se mais com aspectos transcendentais da política e menos com o encerramento sucessivo de mais de meio milhar de escolas primárias nos distritos do interior, por falta de jovens e de casais novos. Pouco fizeram, para além das palavras de circunstância e das promessas em romarias eleitorais, para solucionar as crescentes dificuldades na satisfação das necessidades sociais, médicas e culturais mais básicas das populações dos concelhos rurais. Inaugurar um centro de saúde no interior – coisa cada vez mais rara – nem merece a visita de um adjunto de secretário de Estado-adjunto. Ao invés, a inauguração, vezes sem conta, de um mega-hospital nas urbes – que quando aberto ao público já está saturado – tem garantida a presença do primeiro-ministro. O fecho dum ramal ferroviário ou da supressão duma carreira rodoviária em Alguidares de Baixo é justificada com frases do tipo “não é rentável porque só servia uma centena de pessoas”. Mas os milhões e milhões de euros em investimento rodoviário – que pela sua dimensão dão belas imagens televisivas – são um petisco para qualquer governante. E se neste caso, mas só neste, for no interior, melhor ainda; dá-se um ar de investimento no interior, esquecendo-se que as estradas são óptimas passagens para o litoral. Também o abandono das terras aráveis e florestais do interior é visto como uma consequência “natural” da política agrícola comum. E depois acontecem os incêndios devastadores que são proporcionais à desertificação desses locais.
Parte do país de 92 mil quilómetros quadrados que, durante os primórdios de Portugal, tantas décadas demorou a ser conquistado, está agora entregue ao abandono e ao desleixo. Não é uma pena: dá raiva.

Tirado do
in livro Estrago da Nação

publicada por Pedro Almeida Vieira às 7:20 AM
publicado por Bocas-Verdes às 05:01
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 25 de Novembro de 2007

A VOZ DO POVO... APESAR de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco

A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador. A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade. A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social. O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro. Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco. Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro. Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel. (in http://comnexo.blogspot.com/ ) J.Gonçalves
Tirado do Blog Cardigos
publicado por Bocas-Verdes às 03:35
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sábado, 24 de Novembro de 2007

Pinhal Maior entrega escola em Nacala

Os cinco municípios da Pinhal Maior acabam de entregar à povoação de Chivato, em Moçambique, uma escola, com capacidade para 300 alunos. Na aldeia, as crianças vão deixar de aprender o português no chão de terra batida, num quadro que não vê a cor do giz há muitos anos e sem canetas ou lápis para juntar palavras. A Associação de desenvolvimento Pinhal Maior, que integra os municípios de Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Mação, acaba de entregar uma escola primária na aldeia de Chivato, concelho de Nacala, província de Nampula, em Moçambique. Na última semana, as perspectivas para as mais de 300 crianças daquela localidade, onde a cidade mais próxima fica a mais de uma hora de distância, numa estrada de terra batida, mudaram. Até à última semana, na aldeia, as crianças aprendiam o português sentadas no chão cujo tecto é uma árvore, num quadro que não via o giz há muito tempo, e sem cadernos, canetas ou lápis para juntar palavras. "É algo que nos comoveu e que dói muito", explica Augusto Nogueira, coordenador da Pinhal Maior. Foi assim que surgiu a possibilidade daquela associação apoiar Moçambique com a construção de uma escola, com capacidade para 300 alunos, distribuídos em duas salas. A chegada da comitiva portuguesa, composta por Vitor Antunes, Vitor Cavalheiro, João Lobo (vereadores das Câmaras de Oleiros, Sertã e Proença-a-Nova), pelos presidentes Irene Barata (Vila de Rei) e Saldanha Rocha (Mação) e pelos técnicos da Pinhal Maior, José Augusto e Filipe Antunes, foi motivo para festa rija. A abertura da escola foi para o administrador da cidade de Nacala, Germano José Joaquim, uma data histórica. No largo onde o edifício foi construído, as crianças mostram-se espectantes. Mas ao mesmo tempo satisfeitas por, em Fevereiro, quando o ano escolar se iniciar, poderem aprender com mais dignidade. A caminho segue um contentor com equipamento, roupas, material escolar e brinquedos. "Um atraso no transporte marítimo impediu que ele fosse entregue durante a visita. Ainda assim, transportámos connosco algum material escolar", justifica Vitor Antunes. Entre a população, as afinidades com Portugal continuam a ser grandes. Além da língua, é o desporto que marca pontos. O Benfica mantém a popularidade, e são várias as crianças que exibem, com orgulho, a camisola um dia vestida pelo rei Eusébio da Silva Ferreira. A festa continua. A escola é aberta pelo professor da aldeia. Seguem-se os discursos. Depois vêm os agradecimentos sob várias formas. As danças tradicionais daquela região isolada de Moçambique dão nova cor à cerimónia. Os chefes da aldeia também agradecem. A comitiva portuguesa fica comovida com a recepção e regressa com o sentido do dever cumprido. "A viagem até Chivato não foi fácil, mas valeu a pena", refere Vitor Antunes, vereador da Câmara de Oleiros. Nos cinco dias que durou a operação, a comitiva portuguesa fez várias escalas de avião e percorreu uma distância significativa em carros. A escola terá duas salas, com capacidade para 150 crianças cada uma, além dos respectivos sanitários. "É uma escola muito portuguesa", esclareceu Saldanha Rocha. O terreno foi cedido pelo governo regional, o qual também ofereceu o projecto. Mas o apoio dos cinco municípios do Pinhal Interior Sul vai mais longe e para Moçambique já seguiu muito material didáctico, roupas ou brinquedos. José Marques, presidente da Câmara de Oleiros, sublinha a importância desta acção de solidariedade. "Naquela zona de Moçambique as crianças não têm nada. Surgiu esta possibilidade de nos solidarizarmos e aceitámos o desafio. Deste modo estamos a minimizar uma situação muito negativa para aquelas crianças", diz. João Paulo Catarino, presidente da Câmara de Proença-a-Nova, recorda que este apoio é importante. "Fomos sensibilizados para a situação que aquelas crianças vivem e entendemos apoiar esse projecto", começa por referir. O facto dos alunos aprenderem a língua portuguesa sem qualquer tipo de condições foi determinante. O processo de construção foi gerido pela comunidade cristã das Irmãs Franciscanas e até o empreiteiro é português, embora esteja há mais de 40 anos em Moçambique. "Foi uma forma de termos a certeza de que a escola seria construída", recordou, em Agosto, o autarca de Mação. A solidariedade é partilhada pelos restantes autarcas da Pinhal maior, Irene Barata e José Paulo Farinha. "Todos nós temos uma obrigação moral de ajudar aqueles povos. Como naquela zona de Moçambique existe muita miséria, decidimos acarinhar a iniciativa", explicam.
publicado por Bocas-Verdes às 12:45
link do post | comentar | favorito

PCP acusa Governo de descriminar distrito de Santarém

O PCP acusa o Governo de apresentar para o distrito de Santarém, em 2008, as verbas mais baixas no Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) desde 2001. Em conferência de imprensa realizada esta quarta-feira na sede distrital, em Santarém, referiram que dos 48 milhões de euros inscritos para 2008 representam um decréscimo de 47 por cento face a 2006 e de 80 por cento em relação a 2005. Em causa, argumentam, ficam investimentos estruturantes para o distrito, como os itinerários complementares (IC) 10 e 13, as novas pontes do Tramagal e de Constância ou a necessidade de construção de uma unidade hospitalar a sul do distrito. As propostas do PCP incluem a remodelação ou construção de centros de saúde em vários pontos do distrito, a construção de novas escolas, de centros de dia. Passam ainda pela despoluição do Alviela, a construção de quartéis da GNR em Pernes, Salvaterra e Marinhais e de quartéis de bombeiros em Alcanede, para citar alguns exemplos. O líder do grupo parlamentar do PCP, Bernardino Soares, lembrou que dos 21 concelhos do distrito de Santarém, cinco não contam com qualquer investimento (Almeirim, Coruche, Constância, Sardoal e Mação) e, dos restantes 16, seis contam com verbas abaixo dos 10 mil e dos 20 mil euros. Bernardino Soares e os elementos ligados à Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP não quiseram comentar a polémica que envolve a direcção nacional do PCP e a deputada comunista eleita por Santarém Luísa Mesquita, que não foi convidada para a sessão. O Mirante Online
publicado por Bocas-Verdes às 12:08
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

Devido ao mao tempo!

Fonte da CP disse à Agência Lusa que, por volta das 20:00, um pinheiro caiu numa catenária em Barca da Amieira, Concelho de Mação, onde perto de duas horas antes o vento e a chuva provocaram a queda de pedras de um talude que danificou a sinalização da linha.
publicado por Bocas-Verdes às 16:15
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

MAÇÃO, com uma área de 400,0 km2, 7 763 habitantes e 8 freguesias, é um dos 21 municípios distrito d

Este Concelho tem o nome para o qual tem sido apontadas várias origens etimológicas. Toda esta região ligada fisicamente à Beira Baixa, remonta ao período do Paleolítico, na Pré-história, era da qual se encontram muitos vestígios.
A Região da Beira é tida como uma região erma, cujo despovoamento se terá dado entre a invasão árabe e o início da primeira dinastia, mas existem inúmeros vestígios romanos, levando a crer que este império tenha dominado a região nos pimeiros séculos da nacionalidade.

A Rainha Santa Isabel outorgou-lhe o 1º foral, em data indeterminada.
O 2º foral foi-lhe concedido por D. Pedro I em 15 de Novembro de 1355.
No reinado de D. João III foi passada carta de aforamento de uma das terras no termo da Vila de Mação a João Alves Castelhano.
Já no começo do séc. XVIII era sede do Cabeção das Cizas, das cinco Vilas: Mação, Amêndoa, Carvoeiro, Envendos e Belver.
A Vila de Mação foi quartel-general dos exércitos portugueses e ingleses comandados pelo Marechal Inglês Conde Lippe em 1762 onde estiveram aquartelados cerca de 15000 soldados.

Em 1807, Mação foi pilhado pelos franceses durante a primeira invasão Napoleónica no nosso país. Com a constituição surgem as lutas entre Liberais e Miguelistas que tomaram grande dimensão neste concelho.
Em 1834 foram extintos os Concelhos de Belver, Envendos e Carvoeiro sendo incorporados em Mação.

Em 1867 o Concelho de Mação foi suprimido e passou a pertencer ao de Proença-a-Nova até 10 de janeiro de 1868 data em que foi restaurado.
Em 1930 foi aprovado o Brasão após estudo do arqueólogo Afonso de Ornelas.

O Concelho de Mação é bastante rico em vestígios arqueológicos que se encontram espalhados um pouco por toda a região.
Achados do Paleolítico foram encontrados sobretudo junto à Ribeira das Boas Eiras, mas recentemente foram descobertas algumas gravuras rupestres junto à Ribeira da Ocreza, entre elas a representação de um equídeo (cavalo), o primeiro achado de arte paleolítica ao ar livre no sul de Portugal, que segundo os especialistas terá mais de 20.000 anos.



Das inúmeras antas existentes no Concelho, apenas uma se encontra de pé, a Anta da Foz do Rio Frio, na freguesia da Ortiga. Dois castros no Concelho merecem uma visita: O Castelo Velho do Caratão, da Idade do Bronze, situado numa serra entre as ribeiras de Eiras, do Aziral e do Caratão, próximo da aldeia que lhe dá o nome, e o Castro de São Miguel, da Idade do Ferro, situado na Serra de S. Miguel na Amêndoa, ambos monumentos classificados.

Do período romano podem ser visitadas as várias pontes que se espalham um pouco por todo o Concelho, entre elas a Ponte da Ladeira (Envendos), a maior, com seis arcos de volta perfeita e proporções diferentes, a Ponte da Isna, apenas com três arcos, e a Estação Arqueológica Romana do Vale do Junco (Ortiga), monumentos classificados.

PAISAGEM
Entre as serras mais importantes no Concelho distinguem-se o Bando dos Santos e o Bando de Codes, no cento do Concelho, de onde se desfruta de uma bela e grandiosa paisagem; a norte podemos encontrar a Serra de St.º António, a Serra da Amêndoa, Serra da Galega e Serra das Águas Quentes; e no sul do Concelho existem as Serras da Alfeijoeira, a Serra do Casal e a Serra do Moledo. A rede hidrográfica da região é extremamente vasta e além do Rio Tejo distribuem-se por todo o Concelho dezenas de nascentes e ribeiras, entre elas, a Ribeira de Eiras, a Ribeira do Coadouro ou das Boas Eiras, a Ribeira da Pracana, a Ribeira da Ocreza e a Ribeira do Bostelim.

FLORA E FAUNA
O Concelho de Mação está inserido numa zona essencialmente de pinhal, onde se podem encontrar densos bosques de pinheiro bravo, mas onde o eucalipto, o sobreiro, a azinheira, a oliveira e o castanheiro também têm uma presença significativa. Árvores de fruto como a figueira, a laranjeira, a tangerineira, o limoeiro, o pessegueiro, a pereira e a macieira dominam as hortas e quintais das gentes do campo que até há bem pouco tempo viviam substancialmente da agricultura. Os cabeços e conheiras estão densamente povoados por arbustos e plantas silvestres, como o tojo, a urze, a carqueja, o zimbro, o medronheiro, a esteva e a giesta e ervas aromáticas como o tomilho, o rosmaninho, o poejo, o orégão e a erva cidreira encontram-se um pouco por todo o lado. As aves que encontram em Mação, o seu habitat ideal, são a águia, o milhafre, a perdiz, o corvo, o tentilhão, o rouxinol, o melro e a cotovia. Nas serras mais isoladas pode encontrar a raposa, o texugo e o tourão, a lebre e o coelho. A abelha não foi esquecida e é de tal modo importante por ser uma das bases económicas do Concelho que até figura no Brasão Municipal.



As actividades económicas estão repartidas entre os três sectores tendo-se verificando na última década uma perda muito significativa de população do sector primário, para os sectores secundário e terciário.
Em muitas aldeias a vida ainda se processa em torno de actividades tradicionais como a agricultura e a pecuária porém, o concelho tem visto o florescimento de algumas indústrias como a dos enchidos e transformação de carnes que têm desempenhado um papel de relevo e projecção na economia do Concelho. A construção civil, a indústria de velas e artigos em cera e a indústria de serração de madeiras têm visto também algum desenvolvimento.

A gastronomia do Concelho é bastante variada. De entre os diversos e apreciados pratos tradicionais, salienta-se os enchidos e o presunto fazendo as delícias dos apreciadores mais exigentes, de notar que o concelho de Mação produz cerca de 70% do presunto nacional.
Como entradas, então, nada melhor que provar as azeitonas, o presunto, enchidos frios e o queijo de cabra e de ovelha, todos produtos locais de grande qualidade. Os pratos de carne incluem o Cabrito Assado em forno a lenha à moda de Mação, o Feijão de Matança e o Bucho Recheado. Contemplando a estreita relação com o rio temos o Arroz de Lampreia, o Sável na Telha, o Achigã Grelhado, a Sopa à Pescador e o Ensopado de Saboga e o Ensopado de Enguia , que se podem encontrar em restaurantes da especialidade na zona da barragem de Ortiga. Como acompanhamentos nada melhor que Migas e um bom vinho. No que respeita à doçaria não devem ser esquecidas as Tijeladas de Cardigos, o Mel, o Bolo dos Santos, as Fofas de Mação (Cavacas) e os Torrados.

As actividades artesanais no Concelho de Mação continuam a ser perpetuadas pelas mãos de hábeis artesãos.
Assim, um pouco por toda a nossa região podemos encontrar trabalhos tanto em olaria como em latoaria (Mação), as albardas e correias (Mação), os trabalhos em esparto e arame, as rendas e bordados (Mação), a tecelagem em fios de algodão, lã e linho (Cardigos), as mantas tecidas em teares manuais (Ortiga), os brinquedos de madeira (Aboboreira) e a manufactura de barcos e redes de pesca (Ortiga).

Durante todo o ano ocorrem em Mação várias festas e feiras.

As principais feiras no Concelho são a Feira dos Ramos, que ocorre sempre no Domingo de Ramos, a Feira dos Santos, uma feira bicentenária e com muita tradição, sempre a 1 e 2 de Novembro e a Feira de Artesanato e Gastronomia, no 1º e 2º fim-de-semana de Julho. Em Mação decorre ainda a Feira de Janeiro, no 3º Domingo de Janeiro e a Feira de Santo Aleixo, no 3º Domingo de Julho, e o Festival da Lampreia em fins de Fevereiro . Na Amêndoa a feira é no 1º Domingo Agosto; em Cardigos, no 2º Domingo da Quaresma e no 2º Domingo de Agosto; no Carvoeiro, no 3º Domingo de Agosto; e nos Envendos no 1º Domingo de Setembro.
Durante todo o Verão decorrem dezenas de festas organizadas pelas associações e colectividades de cada vila ou aldeia, as quais são sempre animadas pelos conjuntos de baile e pelos comes e bebes.
A Festa de Santa Maria é a maior e mais importante e ocorre, na sede, sempre no 1º fim-de-semana de Setembro em Mação.
A festa religiosa que acolhe um maior número de fiéis é a do Senhor dos Passos, em meados de Quaresma, em Mação. Importantes são também a Festa do Espírito Santo, em Cardigos, e a Festa de Santa Cruz, na Amêndoa, ambas no mês de Maio.

Tirado da pagina Web da Câmara Municipal de Mação
publicado por Bocas-Verdes às 23:05
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Zona CENTRO Sempre pronta a defender a Nação ou Mação e sempre maltratados sem Razão !

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzimagens.jpg

Somos os COWBOYS do centro de Portugal enterrados entre a Beira Baixa e o Ribatejo em "NO MAN'S LAND" . Como Eu digo em tempos antigos foramos contra NAPOLEON E A SUA ARMADA a primeira linha de defesa do nosso Pais e somos o berço de gente celebre como o Condestável que saiu da nossa ZONA para derrotar os Espanhois, ZONAS de muitos VIRIATOS, Amalias, SALAZARES e repouzo para muitos TEMPLARIOS. Quem mal faz a um dos nossos filhos mal faz a noz todos...Podias ter ao menos dado um bocado de toucinho ou choriço e ate Presunto para Mação..MAS NAO DESTa vez NADA NADA ...mesmo nada SOCRATES>>Mação PERANTE TEUS OLHOS NAO VALEMOS UM CENTAVO...QUANDO NOS FORAMOS O CONCELHO MAIS DESBASTADO E QUE MAIS PERDEU E SOFREU NESTA ULTIMA DECADA POR CAUSA DOS FOGOS... E TU COMO PRIMEIRO MINISTRO SENHORi DOUTOri INGINHEIRi ......SENHORi DOUTORi FEITO AO DOMINGO e DE CASTELO BRANCO ainda por mais que fazes parte da nossa ZONA e NOSSO VEZINHO daz tudo para as outras bandas e para Noz nada...Mas na minha Zona tu seras sempre considerado um ingrato e por todos os partidos por nao teres aceitado a nossa amizade do resto dos 33% que votaram para ti....... E NUNCA TE ESQUECAS QUE NOZ SEMPRE FOMOS A PRIMEIRA LINHA DE DEFESA DA Nação CONTRA GENTe COMO TU...BEM FALADORES E QUE NAO VALEM NADA??????????????????????????????

CARTA ABERTA A SENHORi DOUTORI SOCRATIS ENGINHEIRO DE FIM DE SEMANA!!!

VIVA OS VERDES De Mação
publicado por Bocas-Verdes às 07:30
link do post | comentar | favorito
Domingo, 11 de Novembro de 2007

Incêndios: Peritos europeus visitam concelho de Mação para conhecer estratégias nacionais de prevenç

53b0b89bda2527f18ba10ed7ab31fa85.jpg Mação, Santarém, 08 Nov (Lusa) - Um grupo de peritos europeus em incêndios fizeram hoje uma visita técnica ao concelho de Mação para conhecer, no terreno, alguns aspectos da política nacional de defesa da floresta contra incêndios, tanto ao nível da prevenção, como de combate. Ernst Schulte, responsável pelo sector da floresta da Comissão Europeia, disse à Agência Lusa ter ficado "impressionado" com o trabalho que a Câmara de Mação está a desenvolver no terreno. 27f7002b6a4f726ed5bc40fb6d2b049b.jpg "Os incêndios nunca poderão ser evitados, mas efectivamente há procedimentos que podem minimizar em muito os seus efeitos", disse. O responsável considerou "muito positiva" a visita do grupo ao terreno, considerando que "todos saíram a ganhar com esta troca de experiências e partilha de boas práticas". 55d911a481df6e9139ed0b8de40af46c.jpg Os trabalhos tiveram início pela manhã com um resumo da época de incêndios 2007 em Portugal, feito pela Associação Nacional de Protecção Civil (ANPC) e pela Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF). Na ocasião foi ainda apresentado o Plano Municipal de Defesa Contra Fogos Florestais da Câmara Municipal de Mação, que incidiu sobre as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF). À tarde, o grupo de peritos visitou áreas queimadas na freguesia de Ortiga (incêndio de 2007), a Zona de Demonstração de Boas Práticas Florestais, a Circular de Protecção da aldeia de Eiras, o projecto MacFire e acções de silvicultura preventiva (faixas de gestão combustível, limpeza de linhas eléctricas, pontos de água, sinalética, circulares de protecção e motobombas). FOGOS PICTURES.jpg Com um território dividido em 80 mil pequenas propriedades e com uma população envelhecida de apenas oito mil habitantes, António Louro, da Protecção Civil de Mação, considera urgente procurar novas ferramentas para intervir no território. "Não é possível pôr mais músculo no combate aos incêndios. O esforço deve ser redireccionado para uma paisagem sustentável e que seja geradora de riqueza", disse. Paulo Mateus, subdirector da DRGF, disse à Lusa que o problema gradual de abandono das terras no interior do país "é muito sério e tem uma quota-parte substancial no evoluir do número de ignições". Segundo disse, "é fundamental olhar para a paisagem e pensar em novas formas de a estruturar. O território não é o mesmo de há 20 anos atrás e as alterações nas condições climáticas também a isso nos obrigam". zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzfogo.jpg Carlos Mateus, da ANPC, disse à Lusa que este encontro permitiu mostrar aos parceiros comunitários que "Portugal é um país que sabe conviver com o fogo e também tirar as devidas ilações, quer ao nível do combate quer ao nível da prevenção". "Os problemas que eram típicos da Europa Mediterrânica estão a deslocar-se para o centro e até para o norte da Europa. Com estes encontros estes países podem também beneficiar com esta troca de boas práticas", disse. No final deste Encontro de Peritos Europeus em Incêndios Florestais ao concelho de Mação, Carlos Catalão, adjunto do Governador Civil do distrito de Santarém, disse à Lusa que as ZIF são "uma boa forma de estruturar o território florestal em termos de sustentabilidade" e anunciou que o Governo vai replicar o sistema MacFire em todo o distrito de Santarém. Na base do sistema informático MacFire ("Mac" de Mação e "Fire" de Fogo) está a cartografia militar, as cartas de risco de incêndio e os hortofotogramas (fotos aéreas rectificadas no solo). A novidade do sistema desenvolvido por António Louro é a integração da informação e a sobreposição dos mapas, o que permite visualizá-los todos as mesmo tempo. A tudo isto junta-se a tecnologia GPS, dando a localização exacta das viaturas no terreno, bem como a posição das frentes de fogo e o valor rigoroso da área atingida, permitindo prever a sua provável evolução. Segundo disse Carlos Catalão, "as boas práticas são para seguir e este será um projecto-piloto que inclusivamente poderá mais tarde ser alargado a todo o país". "Vamos entrar em contra relógio para até ao dia 15 de Maio colocar este sistema em todos os postos de comando dos bombeiros do distrito", disse. O encontro, que decorre até sexta-feira e reúne peritos da maior parte dos Estados-Membros da União Europeia, realiza-se pela primeira vez em Portugal no quadro da Presidência Portuguesa da UE. Sexta-feira, em Lisboa, os peritos participarão numa reunião para fazer o balanço dos incêndios florestais de 2007 na União Europeia e analisar novos programas comunitários e novas ferramentas científicas de apoio à decisão nesta matéria.

Segundo a Agência LUSA
publicado por Bocas-Verdes às 18:57
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

Mais uma vez Mação não recebe nada do Governo Central...HÁ QUE VOTAR VERDE NAS PROXIMAS..........Inv

Há cinco concelhos do distrito de Santarém que nem sequer surgem na proposta de PIDDAC para 2008

zzzzz16977.jpg

O Museu Nacional Ferroviário, o programa Polis e a esquadra da PSP de Tomar e o posto da GNR de Alcanena são dos poucos projectos que têm verbas significativas inscritas. O Governo não perspectiva grandes investimentos para o distrito de Santarém em 2008, pelo menos a julgar pela proposta do Plano de Investimentos e Despesas para o Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) que integra o Orçamento de Estado que é discutido esta semana. As verbas previstas concelho a concelho são paupérrimas e apenas Tomar supera a fasquia do milhão de euros - mais propriamente 2.451.139 euros muito graças ao programa Polis, que absorve 1,3 milhões e à verba prevista para a nova esquadra da PSP dotada com 423 mil euros. No outro prato da balança estão os concelhos de Almeirim, Constância, Coruche, Mação e Sardoal que nem aparecem na lista. E outros há que com a verba que lhes está destinada também não podem aspirar a grandes cometimentos. Casos de Alpiarça (11.307 euros), Benavente (21 mil euros), Ferreira do Zêzere (4.988 euros), Golegã (14.093 euros), Rio Maior (5.368 euros), Salvaterra de Magos (25.459 euros) e Ourém (6.220 euros). E mesmo a Chamusca, com 80 mil euros, e Torres Novas, com 90 mil, não têm grandes razões para sorrir. Santarém fica-se por uns escassos 132 mil euros que na sua maior parte são para o Centro de Formação Profissional (97 mil euros). O programa Polis da capital de distrito tem mil euros inscritos. Da mediania escapa o Entroncamento, destacando-se da verba de 621 mil euros os 570 mil euros para o Museu Nacional Ferroviário que finalmente parece entrar nos carris. Mas convém não levar estes números demasiado a sério. Para 2007 estavam inscritos 250 mil euros para a ampliação do Centro de Saúde do Entroncamento e para 2008 aparecem apenas 50 mil. E de obras nada até à data (ver página 9 desta edição). Abrantes tem contemplados 833.690 euros para investimentos no tribunal e no parque escolar, entre outros. Alcanena conta com 350 mil euros destinados ao há muito ambicionado novo posto da GNR. Cartaxo tem 200 mil euros para remodelação do Tribunal Judicial. Vila Nova da Barquinha regista 738 mil euros, quase na totalidade destinado à Escola Prática de Engenharia para implementação do sistema militar de apoio ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e autarquias locais. Investimento sempre em queda nos últimos anos Ao todo está previsto um investimento de 48,4 milhões de euros no distrito de Santarém através do PIDDAC. Pouco, muito pouco, se comparado com anos anteriores. O ano passado o montante previsto era de 93 milhões de euros. Em 2006 de 150 milhões. A grande fatia desse bolo previsto para 2008 (42,8 milhões) está adstrita a projectos ou programas supramunicipais que integram a rubrica “Vários concelhos do distrito de Santarém”. E aparentemente os agricultores e produtores florestais são dos poucos que têm razão para esfregar as mãos de contentes. Há, por exemplo, 6,1 milhões inscritos para “desenvolvimento sustentável das florestas”, 6,4 milhões para “gestão sustentável do espaço rural”, 4,3 milhões para “agricultura e desenvolvimento rural” e 2,5 milhões para “modernização, reconversão, e diversificação de explorações agrícolas”. Ainda nesse capítulo há 1,9 milhões de euros para o plano de luta contra as salmoneloses e 1,2 milhões para “prevenção e restabelecimento do potencial de produção agrícola”. O programa de luta contra o nemátodo do pinheiro tem 2,8 milhões para o distrito de Santarém. Muito menor (270 mil euros) é a verba destinada à recuperação e reparação de diques.


Tirado de O MIRANTE ONLINE

publicado por Bocas-Verdes às 23:27
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
27
28

29
30


.posts recentes

. Como pode ser um País gov...

. Os políticos Portugueses ...

. "VELHO DITADO" CADA PAÍS...

. CHAVEIRA DE CARDIGOS CONV...

. TENHO SAUDADES DA MINHA T...

. Região do eucaliptal"

. Quinhentos metros de estr...

. Vila de Rei rejeita reord...

. Irene Barata queixa-se qu...

. MUNICÍPIOS NATUREZA E TEJ...

.arquivos

. Novembro 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Abril 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds