Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

Ascensão e o declínio da industria portuguesa do azeite.

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Com o surgimento de novos mercados a produção do azeite em Portugal vai passar por um período mau, e por isso vão ser feitas algumas tentativas para aumentar a produção, como a introdução de novas técnicas vão surgir novas fábricas.

1803 – Construída 1ª fábrica do azeite com máquinas a vapor de Carlos Pecquet dos Anjos, na quinta de Monte alegre arredores de Lisboa.

1859 – Alexandre Herculano ideólogo de liberalismo, e historiador vai começar a fabricar o 1º azeite sem acidez (comestível), onde vai receber o prémio nas exposições internacionais de Anvers 1894 e de Paris 1889.

1840 – Inicia-se um movimento de renovação dos lagares que atinge maior expressão nas duas ultimas décadas do séc. XIX.

1896 – Surge a de Aferrarede no distrito de Santarém, fundada por Michelon e Combemale com maquinas a vapor de 60 cavalos e que na época de safra empregava 275 operários.

1900 – Passam a existir em Portugal 11 fábricas de azeite, que empregavam 672 operários.

O sector do azeite possuía também empresários de grande importância cuja acção reivindicadora era o condicionamento da importação de azeite e outros óleos como o de menduhim.

1929 – É reconhecido como óleo alimentar o óleo de menduhim era produzido pela CUF através da casa Gouveia que monopolizou o mercado.

1937 – Ficou marcado por uma colheita fraca e para agravar vai juntar se a guerra civil Espanhola que vai interromper as exportações provocando a subida do preço do azeite e consequentemente uma concorrência do óleo.

O governo vai intervir concedendo créditos á produção ao mesmo tempo cria a junta nacional do azeite que tinha o papel de coordenar e regular economicamente o mercado e intervir sempre que necessário.

Apesar disto os agricultores não viram as suas exigências correspondidas " o fim do reconhecimento do óleo de menduhim enquanto alimento" isto porque enfrentavam o poderoso "loby" da industria do óleo.

As actividades da junta eram articuladas com um outro organismo inicialmente chamado Grémio dos exportadores de azeite e depois Grémio dos Armazéns e exportadores de azeite.

Entre 1945 e 1947 registra-se um surto de estruturas industriais no país, entre os quais se contavam os lugares do azeite, toda via este desenvolvimento conduziu ao êxodo das populações rurais para as cidades, tornando escassa a mão de obra na agricultura. Por outro lado nos anos 50 o governo passou a fomentar a indústria de óleos alternativos e ate mesmo a cultura de certas sementes oleaginosas como o cártamo, girassol.




Registra se a que do azeite a partir da década de 60, os efeitos prolongam se ate aos dias de hoje.
publicado por Bocas-Verdes às 17:07
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