Sábado, 15 de Abril de 2006

A Agricultura hoje!

Maria Irene da Conceição Barata Joaquim (A presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei)





A história recente da humanidade pode caracterizar-se pela gradual mudança do “viver em contacto com a natureza” para a vida nas cidades. Isto provoca uma constante redefinição conceptual da relação do homem com a natureza. A revolução agrícola foi um marco de viragem da nossa relação com o meio natural pois alterou a estrutura da nossa sustentabilidade. Contudo, a dependência da natureza manteve-se.

Hoje em dia os jovens interessam-se cada vez menos pela agricultura e pelas actividades que o meio natural lhes oferece, optando pelas cidades, porque são centros mais desenvolvidos e com grandes espaços comerciais. Estes mesmos jovens lamentavelmente, não têm acesso ao contacto directo com a vida rural de modo a ficarem sensibilizados que é na terra, que tudo tem origem.

Nas cidades existe uma série de facilidades comerciais, e quando nos dirigimos a um hipermercado nem paramos para pensar na origem dos produtos que ali estão expostos, ou no processo que sofreram até chegarem ali, ou até mesmo quem é que foi o responsável pela existência de tais produtos. Quase nunca, se não nunca, nos questionamos sobre tal assunto.

Não nos lembramos dos agricultores, quando compramos aquelas alfaces verdinhas, cenouras, bananas, laranjas, feijão, leite, etc. Por vezes parece que nasceram nas fábricas, tão bem embaladas como as encontramos. Pois bem, por detrás das prateleiras há muito mais trabalho humano do que pensamos.

E se deixar de haver agricultura, se se deixassem de cultivar os produtos e de tratar e preparar a terra? Como seria?

Ainda está por avaliar a plena dimensão do contributo da agricultura urbana para a satisfação das necessidades alimentares da sua capacidade de expansão e dos impactos sócio-culturais que envolve.

À medida que os rendimentos aumentam, os agregados familiares passam a optar por alimentos de melhor qualidade, logo há necessidade de melhorar as técnicas de produção agrícola, para dar ênfase às necessidades de mercado.

O que se está a verificar é a decadência da agricultura por se verificar que é uma agricultura de minifúndio, tradicional virada para a subsistência, é pouco rentável, havendo tendência para substituir a agricultura pela floresta. Também a maior parte dos terrenos agrícolas são deixados ao abandono dando por si lugar a uma floresta cada vez mais densa, e, sem qualquer condução e ordenamento.

A região do centro, sofreu no ano de 2003 uma drástica catástrofe com os incêndios, o que ainda veio provocar um maior aumento da decadência da agricultura.

Estamos a perder identidade cultural e a abandonar o que de mais saboroso existia, tanto para o paladar como para o conforto espiritual, através da sã confraternização entre pequenos produtores agrícolas, e entre estes e os adquirentes dos seus produtos.

Urge inverter a situação e envidar esforços para manter a identidade das nossas gentes.
publicado por Bocas-Verdes às 06:30
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